quarta-feira , 21 novembro 2018
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Lição 9 – A Figueira Estéril – Temos que Frutificar

  • LIÇÃO 9

A FIGUEIRA ESTÉRIL – TEMOS QUE FRUTIFICAR

 

ORIENTAÇÂO PEDAGÓGICA

Nesta lição abordaremos que as nossas obras não possuem valor suficiente para nos livrar do mal no que se refere à nossa situação espiritual diante de Deus. Mostre aos alunos que essa parábola tem um sentido muito amplo. Pode referir-se à nação de Israel, como também a cada indivíduo, crente ou não (Mc 11.14). Os três anos citados por Jesus, nessa parábola, representam um período de vários séculos de graça e oportunidade que Deus garantiu a Israel por ocasião da Aliança e que culminaram com a chegada e a proclamação do Evangelho (Cristo). Incentive a classe a entender que Deus exige frutos, e não simplesmente folhas; vida, e não somente aparências (Mt 7.21-27).

A aparente demora no juízo não significa indiferença ou inoperância. Pelo contrário, é Deus usando de Sua incomensurável paciência e bondade na esperança do fruto de arrependimento. Todavia, mais cedo ou mais tarde, o julgamento de Deus virá sobre todos.

 

OBJETIVOS

  • Entender o perigo da escassez de fruto.
  • Valorizar as oportunidades e privilégios que temos recebido.
  • Aplicar em nossa vida pessoal os princípios aqui mencionados.

 

PARA COM EÇAR A AULA

Você já pôs expectativa em algo ou alguém e se frustrou? Deixe que cada aluno comente rapidamente algum exemplo.

Diga a eles que Deus investiu em nós grandiosamente enviando Seu Filho Jesus para morrer em nosso lugar.

O que estamos fazendo em resposta a esse investimento?

 

PALAVRAS-CHAVE

Frutos • Aparência • Juízo • Misericórdia

 

RESPOSTAS DAS PERGUNTAS
1)        V
2)        V
3)        V

 

LEITURA COMPLEMENTAR

Novamente a ideia de julgamento está presente. Deus diz claramente que a vinha é o seu povo Israel e este foi ‘plantado’ para produzir uvas de qualidade. Todas as garantias e condições foram dadas pelo criador (cercas de proteção, torre de vigia contra predadores, lagar, etc.), mas não houve correspondência. Então vem a sentença: que deixe de ocupar a terra inutilmente, que seja invadida pelos inimigos. Israel agiu assim e repetidas vezes foi advertida pelos profetas para que mudasse de curso, mas “eles, porém, zombavam dos mensageiros de Deus, desprezando as suas palavras e mofando dos seus profetas, até que o furor do Senhor subiu tanto contra o seu povo, que mais nenhum remédio houve” (II Cr 36.16).

Encontramos muitas outras passagens no Antigo Testamento comparando Israel a árvores frutíferas, em especial uma videira (Os 9.10 e 10.1; Jr 2.21). No Novo Testamento o tema prossegue. João, o batista, diz que o machado está posto à raiz das árvores e aquelas que não produzirem bons frutos serão cortadas e, acrescenta ele, lançadas no fogo (Mt 3.10). Jesus segue no mesmo tom e em Mateus a partir do versículo 15 até o 20 ele adverte:

“Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores.

Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos?

Assim, toda árvore boa produz bons frutos; porém a árvore má produz frutos maus.

Uma árvore boa não pode dar maus frutos; nem uma árvore má dar frutos bons.

Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada no fogo.

Portanto, pelos seus frutos os conhecereis.”

Jesus usou o exemplo da figueira em outros lugares. Em João 15 ele diz que diante do fracasso de Israel, ele agora é a nova e verdadeira Figueira e quem estiver nele produzirá frutos em abundância. Aqui parece ser o ponto culminante de tudo. É impossível estarmos em Cristo e sermos infrutíferos.

Livro: ‘”As Parábolas de Jesus”. (Pádua Rodrigues. Editora Nítida – S. J. dos Campos, 2018. Págs. 55 e 56)

Estudada em 24 de agosto de 2018

 

LIÇÃO 9 – A FIGUEIRA ESTÉRIL – TEMOS QUE FRUTIFICAR

 

TEXTO ÁUREO:
“Pelo que disse ao viticultor: Há três anos venho procurar fruto nesta figueira e não acho; podes cortá-la; para que está ela ainda ocupando inutilmente a terra?” Lc 13.7

VERDADE PRÁTICA:
Esterilidade é incompatível com o Cristão

 

DEVOCIONAL DIÁRIO

Segunda – Jo 15.8  O discípulo é aquele que dá frutos

Terça – Jo 15.5  Quem permanece Nele frutifica

Quarta – Os 10.1  Dá frutos apenas para si é uma anomalia

Quinta – Sl tu chegou 92.14  Não há limite de idade para frutificar

Sexta – Mt 3.10  O tempo está se esgotando

Sábado – SI 80.8-9  Fomos plantados por Deus

 

 

LEITURA BÍBLICA

Lucas 13.6-9

6         Então, Jesus proferiu a seguinte parábola: Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha e, vindo procurar fruto nela, não achou.

7         Pelo que disse ao viticultor: Há três anos venho procurar fruto nesta figueira e não acho; podes cortá-la; para que está ela ainda ocupando inutilmente a terra?

8         Ele, porém, respondeu: Senhor, deixa-a ainda este ano, até que eu escave ao redor dela e lhe ponha estrume.

9         Se vier a dar fruto, bem está; se não, mandarás cortá-la.

 

Hinos da Harpa: 323 – 401

 

A FIGUEIRA ESTÉRIL – TEMOS QUE FRUTIFICAR

 

ORGANIZAÇÃO DESTA LIÇÃO NA REVISTA:

 

INTRODUÇÃO

I. CARACTERÍSTICAS DA PARÁBOLA

  1. A localização da figueira Lci3.6
  2. Pano de fundo Lc 13.2,5
  3. Resumo Lc 13.6

II. LIÇÕES DA PARÁBOLA

  1. Privilégio e responsabilidade Lc 13.7
  2. Tempo de frutos Lc 13.8
  3. Última chance Lc 13.9

 

III. CONCLUSÕES DA PARÁBOLA

  1. Juízo x Misericórdia Lc 13.2
  2. Não basta a aparência Lc 13.7
  3. Convite ao arrependimento Lc 13.3

 

APLICAÇÃO PESSOAL

 

INTRODUÇÃO

Esta parábola é exclusiva de Lucas. O tema, porém, é recorrente. A expectativa divina para com Israel foi frustrada. Que o mesmo não ocorra conosco. Deus também tem expectativas em relação a mim e a você.

I. CARACTERÍSTICAS DA PARÁBOLA

1. A localização da figueira. A forma como Jesus inicia a parábola é um tanto estranha, mas não sem propósito. Ele fala de uma figueira na vinha. Como ou por que haveria uma figueira na vinha? A razão é uma só. Isso mostra que aquela figueira estava lá por concessão e graça divina. O mesmo é verdade para nós. Deus é o proprietário da vinha e, se estamos plantados ali, é por Sua bondade e soberania.

O plano de Deus foi perfeito tanto para com Israel como para conosco. Ele nunca erra no plantio. A figueira fora plantada onde não merecia e no mais favorável dos terrenos. O local foi meticulosamente planejado, e ela. cercada de todo o cuidado necessário. Isso é um retrato da graça divina. Fomos chamados por Deus e, a despeito de quem somos, fomos cheios do Espírito Santo para produzir aquilo que agrada a Deus. Ele quer que frutifiquemos. Mas quais seriam esses frutos? Os frutos que Deus busca é mudança de vida, um coração íntegro, justiça e misericórdia (Mq 6.8).

2. Pano de fundo. A parábola é simples, porém poderosa e séria. Os temas da misericórdia e juízo divino estão presentes nela, o que impõe temor e seriedade. Não é possível lermos essa parábola sem nos lembrar do episódio concreto, em que Jesus procura frutos numa figueira à beira da estrada e, não os achando, “amaldiçoa” a árvore em questão (Mt 21.17-20). Alguns podem achar aqui um Jesus destemperado, mas não é o caso. Aquela figueira negava seu destino, ela existia para frutificar e não para folhagens. Já que não cumpre seu propósito, que seque de uma vez, é o veredicto verbal de Jesus. Que ela permaneça como tem sido. Jesus apenas confirma seu estado de esterilidade. Charles Spurgeon dizia que aquela figueira já era uma maldição.

O pano de fundo dessa história parece ser outra parábola, em forma de canção, contada por Isaías no capítulo 5.1-7. É uma lamentação de um Deus apaixonado que se sente frustrado em suas expectativas para com Israel. A compreensão é clara: Israel falhou em produzir frutos desejáveis e esperados pelo divino agricultor.

3. Resumo. A história contada por Jesus inicia com uma árvore (figueira) plantada (ela não nasceu por acaso) numa vinha, a qual representava a nação de Israel e, em nossos dias, representa o cristão nominal. Era normal que um pensamento dominasse a mente do agricultor ao plantar a figueira: “Um dia vou colher frutos deliciosos”‘. Mas, após muito tempo, recursos e trabalho, o resultado foi uma decepção. Não vieram os esperados frutos.

Diante disso, o proprietário constata que aquela árvore era um estorvo e um obstáculo ao desempenho da sua vinha, visto que ocupava o solo e dele extraía, sem nenhum tipo de correspondência, todos os nutrientes e propriedades para sua sobrevivência. A solução é sua extinção. Que seja cortada. Mas o vinhatei- ro intercede pela figueira inútil: “Vamos dar uma última oportunidade para ela. Quem sabe após um ano (ele não pediu que ela ficasse indefinidamente) de intensa dedicação, um tratamento especial, ela finalmente frutifique”. O proprietário concorda, mas adverte: “Se nada acontecer, após um ano, seu destino será alimentar o fogo”.

Aquela figueira vivia no tempo prorrogado”.

 

II. LIÇÕES DA PARÁBOLA

1. Privilégio e responsabilidade. Aprendemos isso aqui. Quantos privilégios essa figueira desfrutou: lugar fértil, cuidados e atenção generosos, lugar de honra, podas etc. O que mais ela precisava? Mas nunca esqueçamos que Deus tem o direito de procurar frutos em nós. Quanto mais privilégios e bênçãos recebermos, mais teremos que responder por isso. Essa verdade se aplica a todas as pessoas e a todas as áreas da vida. Aliás, essa lógica é dita claramente por Jesus durante o seu ministério. Em Lucas, no capítulo 10, Ele adverte seriamente algumas cidades que foram especialmente abençoadas por seu ministério, viram maravilhas e continuaram impenitentes. Ele diz que se Tiro e Sidom tivessem tido os mesmos privilégios e oportunidades, elas teriam se arrependido. Que palavra séria! Por fim, em Lucas 12.48, Jesus é taxativo: “… Àquele a quem muito foi dado, muito lhe será exigido; e àquele a quem muito se confia, muito mais lhe pedirão”.

2. Tempo de frutos. A lei dizia que o fruto não devia ser colhido senão a partir do quarto ano de colheita (Lv 19.23-25). Veja que os frutos eram proibidos nos primeiros três anos, e no quarto, era oferta ao Senhor. Logo, o dono da vinha deve ter procurado fruto no quinto, sexto e sétimo anos, visto que já fazia três anos que ele vinha procurando frutos inutilmente na figueira. Tudo isso reforça a imensa paciência de Deus para conosco. Ele não procura frutos senão na época certa. Deus sabe que há épocas de estiagem e há tempos em que o fruto já precisa existir. O Salmo primeiro diz que o justo é como uma árvore que dá o seu fruto NA ESTAÇÃO PRÓPRIA. Aqui, a estação havia chegado, o momento era exato, mas só havia folhagens.

De tudo isso, concluímos que fruto é para gente madura. Crianças não produzem nada, elas requerem cuidados. Quem sabe a razão de muitos não produzirem frutos seja a sua eterna infantilidade, nunca crescem!

3. Última chance. Isso é importante e confortador. A ênfase maior da parábola não está no juízo e sim na longanimidade do proprietário. A falta de produção, depois de três anos, é um mau sinal. Seria improvável que tal árvore viesse a dar frutos no futuro. Mas a ordem: ‘”pode cortá-la” vem acompanhada de uma solene e eficaz intercessão do vinhatei- ro. Talvez um tratamento do solo, um investimento em adubos por mais um ano possa trazer algum resultado. Mas, reconhecendo os fatos, o vinhateiro sabe que se a árvore prosseguir sem resultados, acabou-se o assunto. No entanto, mesmo assim, ele não diz: “Eu a cortarei”, mas sim: “Mandarás cortá-la”. Não tomará iniciativa na destruição. Até o fim, ensina Jesus em alto e bom som, Deus é cheio de misericórdia.

Bênçãos especiais acarretam responsabilidades especiais.” [Paul Earnhart)

 

III. CONCLUSÕES DA PARÁBOLA

1. Juízo X Misericórdia. O juízo não é cancelado, mas devido à grandeza da misericórdia e paciência divinas ele é postergado. Encontramos essa verdade em toda a Bíblia. Deus não tem alegria na morte do ímpio, seu prazer está na conversão dos pecadores a ponto de festejá-la no céu (Ez 18.23). Ele não é um juiz implacável, frio, iracundo e cheio de ódio. Deus é rico em misericórdia. É por isto que podemos ser salvos. Pela Sua graça e misericórdia, Deus deseja que todos os homens sejam salvos (1Tm 2.4).

2. Não basta a aparência. Essa parábola atingiu em cheio a liderança de Israel. Que frutos eles estavam apresentando? Eles eram cheios de si mesmos e vazios de arrependimento. Havia muito culto naqueles dias (três cultos por dia só no templo), mas faltava-lhes vida autêntica. É diferente hoje? Como nós temos cultos, reuniões e festas! Mas temos frutos? Somos vistos como pessoas confiáveis? Até onde vai nosso envolvimento no Reino? A ênfase dos cultos parece ser uma só, nós mesmos: “Deus te escolheu para vencer”, “você é cabeça e não cauda” “você pode todas as coisas” etc. Queremos afagos. Muitas folhas. Mas onde está o fruto? Jesus nos escolheu e nos designou para darmos o único fruto que agrada a Deus, o fruto do Espírito (Jo 15.1-8; Gl 5.22,23).

3. Convite ao arrependimento. Ao analisarmos o contexto onde a parábola surge percebemos claramente que ela é contada tendo em vista um claro chamado ao arrependimento. Lucas diz que os judeus estavam admirados com uma catástrofe ocorrida quando uma torre caiu matando dezoito pessoas e, igualmente, de um grupo de judeus que foram torturados por Pilatos (Lc 13.1-5). Jesus diz que aquelas vítimas não eram pecadoras em especial, e rejeita a ligação presumida, ontem e hoje, de que as catástrofes são indicativos claros de pecado. Ao contar a parábola, está deixando evidente que toda a nação precisava se arrepender.

Esse mesmo tema tornou-se parte importante na pregação da Igreja Primitiva. Ressaltamos em especial a pregação de Pedro no dia de Pentecostes. Diante da indagação dos ouvintes sobre o que fazer, a resposta dele foi claríssima e veemente: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados” (At 3.19).

 

APLICAÇÃO PESSOAL

Assim como é natural para uma árvore dar fruto na sua estação própria, assim também cabe a cada cristão autêntico dar fruto permanentemente, como ensinou Jesus (Jo 15.1-8).

 

RESPONDA

Marque V para verdadeiro e F para falso nas afirmações abaixo:

1)        ( ) Podemos afirmar que a figueira foi propositadamente plantada dentro da vinha.

2)            ( ) Quanto mais privilégios e bênçãos nós recebemos, maior nossa responsabilidade.

3)        ( ) A aparência daquela figueira não substituía a ausência de frutos.

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