quarta-feira , 21 novembro 2018
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Lição 8 – O Rico Insensato – A Pobreza de Quem só tem Dinheiro

LIÇÃO 8

O RICO INSENSATO – A POBREZA DE QUEM SÓ TEM DINHEIRO

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

“Então, lhes recomendou: Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui”

A parábola do rico insensato é uma lição que reúne muito do que temos estudado nesta revista. Jesus conta esta parábola em detrimento de dois irmãos estarem brigando por causa de uma herança. As disputas sobre tais questões eram, em geral, dirimidas pelos rabinos. Esse pedido que certo homem fez a Jesus era egoísta e materialista.

Não há sinal de que ele tivesse escutado com seriedade o que Jesus acabara de ensinar do versículo 1 ao 11 do mesmo capítulo. Então Jesus respondeu com uma parábola a respeito das consequências da ganância.

OBJETIVOS

  • Enumerar pelo menos três consequências da avareza.
  • Regozijar-se em Deus com gratidão pelo que temos.
  • Explicar por que Deus chamou esse homem de louco.

 

PARA COMEÇAR A AULA

Uma das joias mais valiosas é o diamante. Todos nós gostamos e buscamos coisas valiosas. Mas quando o assunto é vida eterna, o que adquirimos em toda a nossa vida não se compara ao que Cristo pode conceder. Incentive aos alunos a refletirem sobre essa grandiosa verdade.

 

PALAVRAS-CHAVE

Avareza • Cobiça • Morte • Salvação

 

RESPOSTAS 

1)        Avareza.

2)        Vida.

3)        Rico.

 

LEITURA COMPLEMENTAR

Há pessoas que gastam parte de suas vidas e os melhores de seus dias para ganhar muito dinheiro, e então passam a outra parte para tentar comprar o que dinheiro não pode comprar: amor, paz, amigos. Tudo o que o dinheiro pode comprar não é caro. Caro é o que dinheiro não pode comprar. Esses paradoxos e incongruências da vida são uma arapuca emocional que a muitos aprisiona. Vão longe demais, perdem o que podiam ter conservado, depois gastam tudo o que têm para obter o que já tinham e perderam. Ou seja, o preço pago é muito maior, sem se obter as condições mínimas de refazer o valor da vida que se perdeu no caminho.

Alguns, por não pensarem a partir do valor das pessoas, e sim das coisas, sacrificam tudo o mais para obterem “sucesso” quer isso seja traduzido em fama, dinheiro, poder etc. Ao focarem o “ter” e não o “ser”, talvez seja tarde demais quando o buraco existencial trouxer a cobrança da conta “impagável”, e então faltarem amigos, família, amor e paz. Porque é isso que tem um imenso valor, que nenhum preço pode estipular.

Quando o famoso guitarrista Jimi Hendrix, no final de um concerto em 1971, destruiu sua guitarra, a plateia gritou e aplaudiu, mas os aplausos frenéticos pararam subitamente. Jimi tinha caído de joelhos, permanecendo imóvel. Depois, quebrou o silêncio dizendo: “Se você conhece a paz verdadeira, quero me encontrar com você nos bastidores”. Surpreendentemente, ninguém respondeu ao seu apelo. Jimi morreu dias depois de overdose de drogas, asfixiado em seu próprio vômito, deixando um bilhete de suicídio.

Ao fazermos um balanço, descobrimos que a felicidade finda estando nas coisas simples e ao alcance de todos, não nas sofisticações que terminam por frustrar a maioria, pois são privilégio de poucos. Isso confunde as pessoas, pois quando a vida é encaminhada em função da filosofia do “ter” para “ser” e não o oposto, talvez só tardiamente se descubra que por não ter sido não valeu a pena ter tido.

Alguns permanecem imersos na simplicidade e não sabem avançar; outros se tornam densos de sofisticação e não sabem retornar. Assim, naquilo em que focamos o nosso interesse está a matriz que vai dizer que valor conferimos à vida que Deus nos deu. Tal como disse Jesus: “Onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração (Lc 12.34).”

Artigo:  O valor que damos à vida.” {Pr. Samuel Câmara. Publicado em http://boasnovas.tv)

Estudada em 19 de agosto de 2018

 

LIÇÃO 8 – O RICO INSENSATO – A POBREZA DE QUEM SÓ TEM DINHEIRO

 

TEXTO ÁUREO

“Então, lhes recomendou: Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui!’ Lc 12.15

 

VERDADE PRÁTICA

Os bens e posses não representam fundamento e segurança para a vida.

 

DEVOCIONAL DIÁRIO

Segunda – 1Tm 6.7 Não há caminhão de mudança em velório

Terça – Ec 5.12 A avareza rouba o sono e a paz

Quarta – Pv 15.16 Buscar segurança nos bens é insensatez

Quinta – Lc 16.13 Amar o dinheiro implica aborrecer a Deus

Sexta – Ef 5.5 A avareza é idolatria

Sábado – Ec 5.10 Quem ama o dinheiro nunca se feita dele

 

LEITURA BÍBLICA

Lucas 12.15-21

15       Então, lhes recomendou: Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui

16       E lhes proferiu ainda uma parábola, dizendo: O campo de um homem rico produziu com abundância.

17       E arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei, pois não tenho onde recolher os meus frutos?

18       E disse: Farei isto: destruirei os meus celeiros, reconstrui-los-ei maiores e aí recolherei todo o meu produto e todos os meus bens.

19       Então, direi à minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te.

20       Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?

21       Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus.

 

Hinos da Harpa: 232 e 37

 

O RICO INSENSATO – A POBREZA DE QUEM SÓ TEM DINHEIRO

 

ORGANIZAÇÃO DESTA LIÇÃO NA REVISTA:

INTRODUÇÃO

I. CARACTERÍSTICAS DA PARÁBOLA

  1. O contexto Lc 12.13.14
  2. O tema do dinheiro Lc 72.16
  3. Resultados da avareza Lc 12.15

 

II. LIÇÕES DA PARÁBOLA

  1. Loucura do egocentrismo bclZ17J8
  2. Loucura de confiar nos bens Lc 12.19
  3. Loucura da vida longa Lc 12.20

 

III.       CONCLUSÕES DA PARÁBOLA

  1. Não havia gratidão Lc 12.18
  2. Não havia serviço Lc 12.21
  3. Esqueceu do tempo e da morte Lc 12.20

 

APLICAÇÃO PESSOAL

 

INTRODUÇÃO

Essa parábola nos é muito útil nesse tempo em que vivemos. Ela nos adverte do perigo de fazermos das posses nossa razão maior para viver, esquecendo que Deus, e não Mamom, é o bem supremo da vida. Outra característica dessa parábola é o fato de que, unicamente nela, Deus aparece como um ator da narrativa.

 

I. CARACTERÍSTICAS DA PARÁBOLA

1. O contexto. Como sempre, Jesus revelou muita sabedoria nas Suas palavras. Precisamos ler cada palavra com muita reverência. Lucas diz que Jesus é procurado por um moço solicitando a intervenção do Mestre em seu favor num litígio familiar. Jesus faz uma leitura e percebe que o coração daquele rapaz era dominado pela avareza. A preocupação dele não era propriamente com a justiça, mas em ser favorecido na demanda. Isso enseja, por parte de Jesus, mais uma preciosa parábola. O contexto claramente nos direciona para a questão da avareza, tanto pela repreensão de Jesus ao homem, no versículo 14: “Quem me constituiu juiz ou partidor entre vós?”, como pelas palavras do versículo 15, proferidas antes da parábola propriamente dita: “‘Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza”‘.

Ninguém precisa alardear os benefícios do dinheiro. Todos sabem. Precisamos advertir é sobre os perigos. Não nos iludamos, o dinheiro é um perigo real, e Jesus foi muito claro quanto a isso.

2. O tema do Dinheiro. Em Suas parábolas, Jesus falou muito sobre a questão do dinheiro. Aliás, não apenas nas parábolas, mas no seu ensino como um todo. Jesus, mais do que ninguém, sabia dos perigos que o envolvem. No Novo Testamento, temos mais de 2.000 versículos sobre dinheiro. Isso supera a quantidade de versículos sobre fé e outros temas que consideramos mais espirituais. Curioso, não? Aproximadamente 1/3 das parábolas abordam essa temática e apenas em Lucas, junto com essa, temos mais duas outras parábolas concentrando-se nas riquezas: A do Mordomo Infiel e a do Rico e Lázaro.

Tudo isso serve para sermos cuidadosos com relação às posses. Dinheiro pode ser uma benção, mas tem um potencial muito grande de nos iludir e distanciar de Deus, como bem mostra essa parábola. Como já bem disse alguém: “O dinheiro é um ótimo servo e um péssimo senhor”. Se ele achar o caminho do nosso coração, torna-se facilmente um ídolo; e todo ídolo é um deus falso. O escritor Hernandes Dias Lopes diz que “o dinheiro é o maior senhor de escravos do mundo e o ídolo mais adorado da nossa geração”. Dinheiro deve ser usado por nós, e não nos dominar, tornando-se nosso dono, como é o caso nesta parábola.

Que não ocorra pensarmos que as riquezas e posses são coisas neutras. Não são. Elas conspiram contra nossa alma. Há quem diga: “O dinheiro é uma força neutra, não causa bem nem mal”. Jesus não concordaria com isso. Ele chamou o dinheiro de Mamom. É possível, no entanto, usá-lo para glória de Deus, quando o dinheiro se curva ao serviço de abençoar outros.

3. Resultados da avareza. A avareza é o amor ao dinheiro. Não só ao dinheiro, mas às coisas que este compra “É desejar desmedidamente aquilo que não merece essa devoção”, diz Hernandes D. Lopes. Isso independe se a pessoa é rica ou pobre. Abaixo veremos alguns resultados da avareza:

a) Perda do senso da eternidade. Esse é um risco enorme. A pessoa começa a viver e a pensar unicamente em posses, e assim, a vida parece que vai se resumindo ao aqui e agora Paulo diz a Timóteo: “Nada trouxemos para esse mundo e nada podemos dele levar” (1Tm 6.7). Isso nos faz lembrar a máxima dos pregadores antigos de que “mortalha não tem bolsos”

b) Produz insatisfação. O avarento nunca está satisfeito. Não importa quanto tenha, nunca basta. Seus desejos são desmedidos. Há uma falta crônica. Seu grau de exigência e satisfação é tal que nada, nem ninguém, jamais o satisfaz completamente.

c) Ausência de generosidade. Como ser generoso amando as coisas e colocando-as acima das pessoas? O amor do dinheiro conspira contra a generosidade. Porque achamos que temos pouco e precisamos de mais, então não repartimos. Quem tem falta não distribui, quer mais para si. Quer acumular mais e mais, mesmo que implique no outro ter menos. Perceba que o homem que provoca a parábola conclamou Jesus para intervir em seu favor. Ele não pede que Jesus decida entre os méritos de duas reivindicações, apenas quer uma decisão em seu favor. Seu interesse único é a sua autossatisfação.

d) Prepotência. É próprio de quem é avarento achar que pode tudo. Que todas as coisas e até pessoas estão ao seu alcance. O dinheiro produz uma falsa ilusão e, igualmente, uma falsa segurança, levando alguns a achar que, possuindo-o, estão resolvidos e não precisam de mais nada, nem mesmo de Deus. O próximo passo é se sentir superior e melhor do que aqueles que não conseguiram tanto quanto eles. Os ricos lidam constantemente com a tentação de se acharem autossuficientes, de pensarem que não precisam de ninguém.

Dê-me cinco minutos com o talão de cheques de uma pessoa, e eu vou lhe dizer onde o seu coração está.'”

[Billy Graham)

 

O uso que fazemos dos nossos bens revela nosso verdadeiro ser”

 

II. LIÇÕES DA PARÁBOLA

A LIÇÃO MAIOR da parábola está atrelada em respondermos por que esse personagem é chamado de louco. Curioso que esse c o único lugar na Bíblia cm que Deus chama alguém de louco (sem razão, sem sanidade mental, néscio). Isso deve ser levado a sério. Em que consistia sua loucura?

1. Loucura do egocentrismo. O fazendeiro da parábola reteve a benção de Deus unicamente para si. Sua única preocupação era ele próprio. Nada mais, além dele mesmo, o incomodava. Jesus mostra na parábola um total de 8 vezes em que ele usa as expressões “eu”, “meu”, “minha”. O centro do mundo para esse homem era seu umbigo. Tudo era conjugado na primeira pessoa. A vida desse homem era autocentrada. Convêm lembrar o que disse D. L. Moody: “Procuro desfazer-me o mais rapidamente possível do dinheiro que chega em minhas mãos para que ele não encontre o caminho do meu coração”.

2. Loucura de confiar nos bens. Há quem pense assim. Se eu tiver mais eu serei feliz, e assim, tudo se resume em ter. O mais importante para ele não era “ser”, mas “ter”. Mas as coisas não nos preenchem, nem nos resolvem. Há quem tenha muitas coisas e posses, mas não tem paz interior nem segurança espiritual. Zaqueu foi salvo desse engano. Ao falar da conversão dele, Jesus diz que ele foi salvo da ganância. Foi salvo do engano das riquezas. Ele não só decide ressarcir aqueles a quem fraudara, mas também repartir parte da sua riqueza: “Senhor, resolvo dar aos pobres a metade dos meus bens” (Lc 19.8). Só o evangelho de Jesus Cristo faz isso conosco.”

3. Loucura da vida longa. Jesus diz que o rico achou que viveria muito tempo. “Alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos” (Lc 12.19). Como era tolo. A areia da ampulheta da sua vida estava a apenas alguns grãos para terminar. Ele morreria naquela noite, mas vivia achando que tinha o controle de tudo. Na verdade, não temos o controle de nada. Sequer sabemos quanto tempo nos resta. É como já foi dito: “Quem não sabe quanto tempo tem, tem muito pouco tempo”.

 

III. CONCLUSÕES DA PARÁBOLA

1. Não havia gratidão. Ele nunca agradece por nada que lhe foi dado. Jesus diz que seu campo produziu com abundância, portanto, seria natural que agradecesse, mas ele não considera que Deus lhe estivesse favorecendo. Em vez disso, ele apenas fazia novos planos cheios de novas tolices. Todo ingrato é um tolo. A parábola enfatiza que o campo produziu com abundância, ou seja, quem prosperou foi o campo, não o homem. Sua riqueza era mera consequência, o que distancia dele a própria razão da sua prosperidade. Ele, contudo, não percebe e nada agradece. Mas devemos aproveitar e olhar para nossa própria vida. Quantas vezes não temos sido ingratos? Charles Spurgeon dizia que “todos nós recebemos um grande número de bênçãos pelas quais nunca agradecemos nem louvamos a Deus.” Que isso nos sirva de alerta.

2. Não havia serviço. Esse homem, em nenhum momento, considera os outros que poderiam estar com os celeiros vazios, nem pensou que aquilo que havia conquistado pudesse abençoar outros. Pensou apenas em si. Seu ego era grande. Mais celeiros, celeiros maiores, mega celeiros, mais e mais para ele. Na conclusão da parábola, Jesus vai dizer que tudo que ele juntou, ele juntou “PARA SI” (Lc 12.21J. Não há uma única notinha de solidariedade, nem compaixão ou partilha. A vida desse homem foi um grande desperdício. Ele não usou sabiamente as suas posses.

3. Esqueceu do tempo e da morte. “Esta noite (a noite daquele mesmo dia em que ele se vangloriara) te pedirão a tua alma ‘ Nem sua alma lhe pertencia, pois seria requerida. Não há tolice maior do que considerar a vida sem levar em conta a morte. A pergunta de Deus na parábola é estonteante, e a resposta, clara e lúcida, mesmo que não apareça: “Então, o que tens preparado para quem será?” Ele deixaria o mundo com as mãos vazias, do mesmo jeito que entrou nele. Nenhum grão do seu abundante celeiro poderia ser levado. Por isso é que Deus fala, mas o rico nada tem para responder. Não há argumentos em sua defesa. Ele foi um louco.


APLICAÇÃO PESSOAL

Muitos não contribuem mais para a obra de Deus. Esquecem que a prática do dízimo preserva o que temos (Ml 3.10), e que a generosidade, além de multiplicar nossas posses (Lc 6.38), traz alegria para nossa alma e glória para o nome de Deus.

COMPLETE

1) Acautelai-vos e guardai-vos da______________________

2) A______________de um homem vida do homem não consiste na abundância das coisas que possui.

3) Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é_____________ para com Deus.

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