quarta-feira , 21 novembro 2018
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Lição 7 – O Bom Samaritano – Quem é o Meu Próximo

LIÇAO 7

O BOM SAMARITANO – QUEM É O MEU PRÓXIMO?

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Um estudioso versado nas Escrituras fez uma pergunta corriqueira, talvez

para provocar um debate com Jesus, ou talvez para simplesmente ver que tipo de mestre Ele era.

Procure apresentar aos alunos uma análise sobre os personagens da parábola e veja com qual eles se identificam. Temos um mestre da lei, um sacerdote, um levita que não se importava com próximo e um samaritano sensível ao sofrimento alheio. Jesus ensinou ao mestre da lei que o conhecimento sem a prática é como a fé sem obra.

OBJETIVOS

Descrever cada um dos personagens da parábola.

Praticar os princípios aqui aprendidos.

Distinguir qual o tipo de religiosidade não agrada a Deus.

PARA COMEÇAR A AULA

É muito bom estarmos sendo impactados com as verdades das parábolas nesse trimestre. Na aula de hoje, mostre aos alunos a importância de servir ao próximo sem distinção. Incentive-os a se colocar no lugar daqueles que sofrem. Jesus agia assim.

PALAVRAS-CHAVE

Indiferença • Omissão • Religiosidade Compaixão

RESPOSTAS DA PÁGINA 46

1)        Mostrar que religiosidade sem misericórdia nada significa.

2)        “O que é meu é seu, e eu posso repartir”.

3)        Significa aquele que volta seu coração para os que sofrem.

 

LEITURA COMPLEMENTAR

Semeando na vida dos outros. Isso é uma constante na vida de José. A despeito de toda a dor, de todo o sofrimento, José é um homem sensível e solidário ao sofrimento alheio. Que coisa linda! Ele realmente se interessava pelas pessoas à sua volta, não as usava, nem as manipulava. Quando José percebe que seus companheiros de prisão estão sofrendo, ele se aproxima e ajuda. Há pessoas que nunca veem a dor do outro, apenas a sua. Só pensam em si mesmos. Colocam-se no centro de tudo e vivem a ruminar suas angústias e lamber suas feridas. É a filosofia do ‘”primeiro eu; depois se der eu te ajudo”. Esse é o caminho da infelicidade. Não existe melhor definição para infelicidade do que esta: viver pensando apenas em si mesmo. Em todo o universo não existe ser humano mais infeliz do que aquele que faz do seu umbigo o centro de tudo.

Semear é tirar os olhos de si mesmo e enxergar o outro. É dizer não à autocomiseração e abençoar. Alguém já disse que o egoísta não consegue servir, não consegue amar, porque em seu mundo não sobra espaço para mais ninguém. Ele só enxerga seu próprio eu. José marca positivamente a vida do Copeiro. Este esquece de José durante dois anos inteiros, mas a semeadura foi feita; desinteressadamente a semente foi lançada e aguardava o momento de germinar no coração daquele homem.

Veja o que diz Eclesiastes 11.1,2:

“Lança o teu pão sobre as águas, porque depois de muitos dias o acharás. Reparte com sete e ainda com oito, porque não sabes que mal sobrevirá à terra.  Semeie no seu deserto, na terra árida, nos dias improváveis, nos tempos de crise, onde todos acham que não adianta. Faça isto e sua vida realmente crescerá. Marque pessoas. Você tem o poder do Espírito Santo para isso. O Reino de Deus é o lugar de gente que, mesmo sofrendo, estende a mão para outros. Jesus fez isso, Ele foi um homem “dos outros”. Ele foi servo. Jesus, na contramão da Teologia da Prosperidade, nos ensina que a essência da vida não é desfrutar, e sim frutificar.

Livro: “Por que Perdoar?” {Pádua Rodrigues. Editora Nítida – S. J. dos Campos, 2017, Págs. 96 e 97)

 

Estudada em 12 de agosto de 2018

 

LIÇÃO 7 – O BOM SAMARITANO – QUEM É O MEU PRÓXIMO?

 

TEXTO ÁUREO:

“Qual destes três te parece ter sido o próximo do homem que caiu nas mãos dos salteadores?’ Lc 10.36

 

DEVOCIONAL DIÁRIO

Segunda – 1jo 4.19 Jesus nos amou primeiro

Terça – Mt22. 37-40 O alicerce do ministério de Jesus

Quarta – Jo 13.34 Um novo mandamento

Quinta – Lv 19.18 O mandamento de amar é antigo

Sexta – 1jo 3.16 O amor não impõe limites

Sábado – 1jo 3.14 O amor autentica a conversão

 

LEITURA BÍBLICA

Lucas 10.30-36

30       Certo homem descia de Jerusalém para Jerico e veio a cair em mãos de salteadores, os quais, depois de tudo lhe roubarem e lhe causarem muitos ferimentos, retiraram-se, deixando-o semimorto.

31       Casualmente, descia um sacerdote por aquele mesmo caminho e; vendo-o, passou de largo.

32       Semelhantemente, um levita descia por aquele lugar e, vendo-o, também passou de largo.

33       Certo samaritano, que seguia o seu caminho, passou-lhe perto e vendo-o, compadeceu-se dele.

34       E, chegando-se, pensou-lhe os ferimentos, aplicando-lhes óleo e vinho; e, colocando-o sobre o seu próprio animal, levou-o para uma hospedaria e tratou dele.

35       No dia seguinte; tirou dois denários e os entregou ao hospedeiro,

dizendo: Cuida deste homem, e, se alguma coisa gastares a mais, eu to indenizarei quando voltar.

36       Qual destes três te parece ler sido o próximo do homem que caiu nas mãos dos salteadores?

 

Hinos da Harpa: 175 – 600

 

O BOM SAMARITANO – QUEM É O MEU PRÓXIMO?

 

Organização desta Lição na Revista

INTRODUÇÃO

I – CARACTERÍSTICAS DA PARÁBOLA

1 .O contexto Lc 10.25-20

2. Os samaritanos Lc 10.32

3. O conceito de “próximo” Lc 10.29

 

II – LIÇÕES DA PARÁBOLA

1. As três filosofias de vida Lc 10.31-33

2. A religiosidade que aliena Lc 10.31

3. Ortodoxia sem misericórdia nada vale Lc 10.32

 

III – CONCLUSÕES DA PARÁBOLA

1. Omissão é pecado Lc 10.36

2. O herói foi o samaritano Lc 10.34

3. “Vai e faze o mesmo” Lc 10.37

 

 

INTRODUÇÃO

Essa parábola, que nasce na tentativa de explicar uma passagem do Antigo Testamento, é chamada de história-exemplo. Seu objetivo é mostrar um apelo de caráter ético. Jesus parece mostrar que mais importante do que saber é amar. Os representantes da religião (o sacerdote e o escriba) sabiam muito, mas, no quesito “amor”, o samaritano estava a quilômetros à frente deles.

 

I – CARACTERÍSTICAS DA PARÁBOLA

O contexto. Essa parábola é um primor de beleza e advertência para todos nós. Advertência porque o contexto em que a parábola surge tem a ver com a pergunta do doutor da lei: “Quem é o meu próximo?”, pergunta essa que se originou de outra pergunta: “Mestre, que farei para herdar a vida eterna”? Não podemos separar a parábola do seu contexto e a explicação, qualquer que seja, precisa estar em sintonia com esse inquietante tema. Fica muito claro, nela, a crítica de Jesus à religiosidade aparente dos seus dias, representada nesses dois oficiais do judaísmo: o sacerdote e o levita. Jesus não suportava que as pessoas escondessem um coração indiferente e frio com uma aparência religiosa.

Os samaritanos. Isso é importante para melhor compreensão da parábola em questão. Os samaritanos eram um povo misto, de costumes e religião diferente da dos judeus. Sua origem datava de séculos anteriores, quando os Assírios dominaram o Reino do Norte e enviaram os israelitas para outras nações conquistadas e trouxeram exilados de outras partes, forçando uma miscigenação racial, cultural e religiosa. O ponto crucial da discórdia era o templo do monte Gerizim. Essa zanga centenária fazia, desde muito, que a maior parte dos judeus sentisse repugnância em manter relações sociais e religiosas com os samaritanos. O relacionamento deles era deteriorado. Havia uma enorme barreira étnica, religiosa e social entre eles.

Portanto, fica fácil perceber, a partir do que foi dito, que Jesus não foi nem um pouco convencional quando introduziu a figura do samaritano na história contada. A simples menção do samaritano já deve ter provocado um ar de descaso no doutor da lei, mas a descrição dele como o herói era insuportável.

O conceito de “próximo” Para Jesus não basta estar perto, é preciso ser próximo. Tanto o sacerdote como o levita estavam perto do homem caído, mas nenhum deles agiu como “o próximo” dele.

Ser próximo pode ter muitas implicações. Aqui, nesta parábola, o próximo era:

Não atraente (o homem caído estava espancado e ensanguentado].

Sem condições de retribuir (pelo menos naquele momento).

Implicava numa mudança da agenda.

Envolvia riscos (e se os ladrões ainda estivessem por ali?).

Envolveu perda de conforto (ele o colocou na sua cavalgadura).

Implicou perda financeira (pagou a estada do desconhecido).

Então é simples: toda vez que eu e você encontrarmos alguém que precisa de nós, então encontramos nosso próximo. Para Jesus, o próximo é aquele que precisa de mim.

 

O amor verdadeiro nunca é seletivo”

 

II – LIÇÕES DA PARÁBOLA

As três filosofias de vida.

Vejamos:

a) Temos a filosofia dos assaltantes. “O que é seu é meu, e eu vou tomar”, isso fala daqueles que vivem uma falta crônica aliada a uma vida sem espiritualidade e ética.

b) Temos a filosofa dos religiosos, “O que é meu é meu, o que é seu é seu”. Representa aquelas pessoas que vivem em deliberada distância e frieza do próximo. São os que dizem: “Cada um com as suas lutas” ou então: “Você cuida dos seus problemas, que eu cuido dos meus”. Gente indiferente e distante para amar.

c) Temos a filosofia do samaritano: “O que é meu é seu, eu posso repartir” Essa é a postura da compaixão, da partilha, da solidariedade e do amor. Somos chamados para viver assim.

Com qual filosofia nos encaixamos? Temos da parte dos ladrões a antipatia, da parte dos religiosos a apatia e da parte do samaritano a empatia.

A religiosidade que aliena. A religião pode fazer isso com a gente. Aqui vemos que, devido a toda a sua preocupação litúrgica, o sacerdote e o levita perderam a oportunidade de servir alguém e cumprir a verdadeira lei. Os dois também desciam de Jerusalém, o que subentende que estavam servindo no templo. Ao verem o homem caído “semimorto” o que fazer? Ninguém duvidaria do que deveria ser feito. Se por acaso o homem caído os viu, provavelmente pensou: “Eu tenho certeza de que eles vão me ajudar, afinal, eles servem a Deus e pregam sobre o amor e bondade o tempo todo.” Mas tal não aconteceu.

Ortodoxia sem misericórdia nada vale. Ortodoxia vem de duas palavras: “orto” que significa correta e “doxia” que significa doutrina. Esses dois ministros eram ortodoxos, mas faltou-lhes o essencial. Faltou misericórdia para com o caído. O que é melhor: lidar com aquele que é misericordioso, embora de doutrina errada, ou lidar com o ortodoxo sem misericórdia?

A palavra misericórdia também vem de duas palavras. É soma de “miséria” e “coração”, e o sentido é claro. Misericordioso é aquele que se compadece dos que sofrem. É um sentimento de dor e compaixão para com aqueles que estão em situação de desvantagem. Mas veja que quem demonstra essa misericórdia é o samaritano.

 

Quem não ama o que vê não pode amar o que não vê.”

 

III – CONCLUSÕES DA PARÁBOLA

Omissão é pecado. Isso também está claro aqui. O pecado deles não foi algo sem importância. Nas Escrituras está dito: “Não te furtes a fazer o bem a quem de direito, estando na tua mão o poder de fazê-lo” (Pv 3.27). Tiago, na mesma sintonia, afirma: “Aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando” (Tg 4.17). Temos ainda o ensino claro de que a fé sem obras nada vale, é sem vida e estéril (Tg 2.14-26). Hernandes D. Lopes diz: “Indiferença é a apostasia do amor, o divórcio da misericórdia e a morte da sensibilidade, pois quem ama tem pressa em socorrer”. Não é possível nos omitir do que chegou até nós como possibilidade de demonstrar nossa fé e o amor de Cristo.

 

O herói foi o samaritano. O herói da parábola, o excluído, não é o que sofre, é o que cuida. Não podemos ignorar isso. Quem age com grandeza aqui e é erguido por Jesus para ser imitado é aquele que era desconsiderado, que os religiosos achavam que nada teria para contribuir. Os ouvintes da história decerto esperariam que o sacerdote e o levita fossem seguidos por um israelita leigo, seria a sequência lógica. O efeito de introduzir na história um samaritano foi devastador. Tendo em vista o ressentimento tradicional entre os judeus e samaritanos, um samaritano era a última pessoa de quem se podería ter esperado socorro. Jesus foi muito provocativo. Na verdade, Ele denuncia uma religião falsa, formal e destituída de compaixão. Foi o samaritano que se compadeceu e ofereceu todo o socorro que se poderia esperar no local e depois disso. Além de cuidar dos ferimentos com azeite e vinho, ele leva o desconhecido (provavelmente um judeu) para uma estalagem, pagando o equivalente a quase um mês de hospedagem e ainda obrigando-se a indenizar o hospedeiro quando voltasse, caso houvesse alguma despesa extra.
ACIMA DE TODAS AS MEDIDAS, O SAMARITANO FEZ MAIS DO QUE O MÍNIMO E 
INFINITAMENTE ALÉM DO ESPERADO.

Essa parábola e o evangelho dentro do evangelho”


“Vai e faze o mesmo”.
Ao concluir a parábola com a expressão “Vai e procede tu de igual modo”, Jesus mostra aquilo que esperava do doutor da lei, dos ouvintes e de todos nós. O bom samaritano, e não o sacerdote ou o levita, era o exemplo a ser seguido. Ao que parece, tudo o que o doutor da lei desejava era que Jesus lhe desse uma regra ou, quem sabe, uma coletânea delas. Ao contar a parábola e no fim dizer “Vai e faze o mesmo”, Jesus está dizendo que não basta ter a doutrina correta, é necessário amar, pois o amor é a própria vida e dinâmica do reino que Ele veio estabelecer. Interessante que tanto a vida de Jesus como os demais ensinos do Novo Testamento fortalecem e confirmam essa verdade. Se fossemos perguntar, por exemplo, a João, apóstolo, como nós sabemos que temos a vida eterna, uma das suas resposta certamente seria: “Você ama o seu próximo? Deus é amor e aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus” (1jo 3.16; 4.7,2 0 e 21). Agora é conosco.

 

APLICAÇÃO PESSOAL

O Evangelho de Jesus é um chamado ao compromisso. Contrariando a Teologia da Prosperidade, aprendemos que a essência do discipulado de Jesus é servir, não ser servido. Entendemos isso?

 

RESPONDA

1)  Ao mencionar dois oficiais religiosos muito conhecidos na época, qual a intenção de Jesus?

2) Qual a filosofia de vida do samaritano?

3)  Qual o significado da palavra misericordioso?

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