quarta-feira , 21 novembro 2018
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Lição 6 – Os Talentos – Administrando Dons e Oportunidades

Lição 6 – Os Talentos – Administrando Dons E Oportunidades

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Comece esta aula olhando para o coração de cada um de seus alunos. Observe como eles tratam as coisas de Deus. Procure observar o comprometimento da classe com o Reino, em seguida faça algumas perguntas, tal como: o que fazem com os talentos que receberam de Deus? Ensine sobre a etimologia da palavra talento e depois faça a contextualização de acordo com a realidade mais vigente de sua cidade.

Exemplo: “Talento”, naquele contexto tratava-se de uma unidade de peso (cerca de 34 kg). Depois, passou a ser uma unidade de valor monetário. O emprego atual da palavra talento no sentido de capacidade ou dom origina-se dessa parábola.

Ensine que uma das lições da parábola é estar preparado para a vinda de Cristo e isso requer mais do que ser cauteloso e fazer pouco ou nada. Exige um tipo de serviço que produz resultados.

 

PALAVRAS-CHAVE

Dons • Oportunidade • Fidelidade

 

OBJETIVOS

  • Explicar o significado da palavra “talentos” na parábola.
  • Valorizar aquilo que recebemos, independentemente da quantidade.
  • Lembrar que haverá uma prestação de contas.

 

PARA COMEÇAR A AULA

Você já foi incumbindo de alguma responsabilidade? Sei que sim. Então deve saber o quanto é importante essa aula de hoje. Explique que os talentos, naquela época eram dinheiro, mas para nós são “dons” (presentes e oportunidades) que só Deus pode nos dar. O que fazer com os presentes que recebemos de Deus? Enterrá-los ou cultivá-los? Abra uma discussão, avaliando se entenderam o sentido da parábola.

RESPOSTAS

1)        V

2)        V

3)        V

 

LEITURA COMPLEMENTAR

 

Nunca desperdice a bênção de Deus.

“Isso é uma coisa muito importante a ser dita. Não é porque aquele moço recebeu menos do que os demais que estivesse em alguma desvantagem. Ele foi alvo da graça de Deus, assim como os outros. Ele não era inferior por isso nem deveria se entregar à murmuração. infelizmente há aqueles que em vez de valorizar o que receberam ficam a reclamar pelo que os outros receberam. Gente assim nunca conseguirá ser eficaz na mordomia do que receberam. São pequenos demais. No reino de Deus temos a oportunidade de transformar nossa vida em algo bonito e que vale a pena, mas isso só acontece quando valorizamos o que Deus nos deu.

Quantas pessoas que não valorizam o que têm porque estão demais preocupadas com o que não tem. Vivem a reclamar ou amaldiçoar aquilo que chegou em suas mãos como dádiva. A murmuração é filha da ingratidão e mãe da miséria, porque murmuradores nunca prosperam. “Murmurar”, conforme o dicionário, é soltar queixumes, lastimar-se, queixar-se em voz baixa, falar mal, apontar faltas, tomar mau juízo de alguém ou de alguma coisa. Foi exatamente o que fez esse servo. Ele não viu a oportunidade imensa que estava sendo confiada a ele. Ficou com medo e esquivou-se de negociar, preferindo a mediocridade. Tem gente assim, que só vê dificuldade em tudo, é do contra e termina perecendo no deserto da vida. Deus não gosta de murmuradores. Eles perecem no deserto da vida e não entram na Canaã de Deus.”

Livro: “As Parábolas de Jesus”. (Pádua Rodrigues. Editora Nítida – S. J. dos Campos. 2018. Págs. 80)

LIÇÃO 6: OS TALENTOS – ADMINISTRANDO DONS E OPORTUNIDADES

TEXTO ÁUREO

“Pois será como um homem que, ausentando-se do país, chamou os seus servos e lhes confiou os seus bens” Mt 25.14

 

VERDADE PRÁTICA

A cada um dos cristãos foi confiada uma riqueza.

 

Estudada em 05 de agosto de 2018   

 

DEVOCIONAL DIÁRIO

Segunda – Dn 6.4 Fiel em cargo elevado

Terça – 1Co 4.1,2 Despenseiros fiéis

Quarta – Mt 24.46 O servo fiel é bem-aventurado

Quinta – Lc 12.37 O servo fiel será honrado

Sexta – Lc 16.10 Fiel no mínimo e no muito

Sábado – 1Tm 1.12 Fiel no ministério

 

LEITURA BÍBLICA

Mateus 25.14-19

14       Pois será como um homem que, ausentando-se do país, chamou os seus servos e lhes confiou os seus bens.

15       A um deu cinco talentos, a outro, dois e a outro, um, a cada um segundo a sua própria capacidade; e, então, partiu.

16       O que recebera cinco talentos saiu imediatamente a negociar com eles e ganhou outros cinco.

17       Do mesmo modo, o que recebera dois ganhou outros dois.

18       Mas o que recebera um, saindo, abriu uma cova e escondeu o dinheiro do seu senhor.

19       Depois de muito tempo, voltou o senhor daqueles servos e ajustou contas com eles.

Texto completo: Mateus 25.14-30

 

Hinos da Harpa: 16-93

 

OS TALENTOS ADMINISTRANDO DONS E OPORTUNIDADES

 

INTRODUÇÃO

 

I. CARACTERÍSTICAS DA PARÁBOLA

1. Os talentos Mt25.14

2. A distribuição Mt 25.15

6.O trabalho Mt 25.16

 

II. LIÇÕES DA PARÁBOLA

1. Segundo a capacidade Mt 25.15

2. Nem soberba nem inveja Mt 25.21

3. A responsabilidade Mt 25.22

 

III. CONCLUSÕES DA PARÁBOLA

1. A prestação de contas Mt 25.19

2. A fidelidade é o que conta Mt 25.23

3. Haverá recompensas Mt 25.29

 

INTRODUÇÃO

Há nesta parábola uma clara indicação e referência à volta de Jesus. O homem que distribui talentos e se ausenta, depois de muito tempo, retorna. De acordo com o comentário de Mateus por R.V.G. Tasker, ela faz parte de três “parábolas de juízo”: a parábola das Dez Virgens, a parábola dos Talentos e a parábola das Ovelhas e Cabritos, todas no capítulo 2 5 de Mateus.

 

I. CARACTERÍSTICAS DA PARÁBOLA

1. Os talentos. Nos tempos de Jesus o talento era uma unidade monetária. Um talento equivalia a seis mil denários, e um denário correspondia à diária de um trabalhador. É preciso cuidado aqui, pois em nossos dias a palavra talento refere-se exclusivamente à aptidão natural e à capacidade inerente de certas pessoas para certas funções. Todavia, a parábola de modo algum se relaciona com os que são “talentosos” nesse sentido. Ao contrário, os talentos recebidos na parábola pertencem a outra pessoa e deverão ser usados somente no interesse dele.

2. A distribuição. Os talentos recebidos referem-se a certas somas de dinheiro entregues por um homem de negócios a três servos para que negociem com eles durante a sua ausência. O talento de que fala a parábola não era uma moeda, mas certa medida ou peso de dinheiro que era pago em moedas ou em barras, podendo ser de ouro ou prata. Não é necessário, para compreensão exata da parábola, determinar o valor exato em questão.

O fato é que três diferentes servos recebem diferentes valores, devendo negociar com eles. Os dois primeiros conseguem dobrar o investimento, e o terceiro, que recebe o menor valor, ficou tão receoso e assustado que preferiu enterrar o dinheiro onde achava que estaria protegido dos ladrões e do vai e vem do mercado. Ao voltar o patrão, os dois primeiros recebem elogios, aplausos e recompensas pela fidelidade, ao passo que o terceiro é condenado como um covarde e insensato que não soubera valorizar o investimento feito na sua vida.

Vejamos que cada servo da parábola foi contemplado de alguma forma. Não houve ninguém que não tivesse recebido alguma coisa. Assim também, todos nós recebemos algo e, igualmente, todos temos condições de trabalhar com o que recebemos. Mas a distribuição não foi democrática, ela levou em conta a capacidade de cada um.

3. O trabalho. No Reino de Deus todos nós somos chamados ao serviço. Ninguém está dispensado. Nosso descanso não é aqui. As figuras que a Bíblia usa para se referir ao cristão são por si só sugestivas de serviço. Aqui somos chamados de servos. Em outros lugares o cristão é chamado de soldado, de agricultor, atleta, etc (2Tm 2.1-6; 2Co 9.24-27). Todas essas figuras mostram que não há lugar para indolência ou preguiça. Como diz o hino da harpa: “Há trabalho pronto para ti, cristão”.

 

Nossa vida é definida pelas atitudes”

 

II. LIÇÕES DA PARÁBOLA 

1. Segundo a capacidade. Nunca devemos nos preocupar em possuir algo que seja maior ou além da nossa capacidade em lidar com tal coisa. Deus jamais fará isso. Nesse caso, em vez de bênção, isso seria um engodo e uma tentação para nossas vidas. Veja que o texto diz claramente que a diferença na distribuição dos talentos obedeceu a um critério ímpar e importante: a capacidade de cada um (vs. 15).

Algumas coisas na nossa vida parecem demorar, simplesmente porque não estamos preparados ainda para assumir posições maiores. Veja, por exemplo, o caso de José. Antes de assumir a gerência e o governo do Egito, ele administrou com sabedoria a casa de Potifar e a prisão onde foi lançado injustamente. Assim, ele foi adquirindo capacidade e experiência para, então, assumir desafios maiores. Todos nós queremos administrar palácios, mas estamos dispostos a administrar prisões para amadurecermos?

2. Nem soberba nem inveja. De um lado. não há (ou não deveria haver) espaço para a inveja da parte de quem recebeu menos; e de outro, não há lugar para arrogância de quem recebeu cinco talentos. Inveja é esse sentimento pequeno que vem da escuridão e que nos leva a pensar: porque ele tem e eu não tenho? Quem sabe esse servo tenha ficado a pensar: “Porque aquele recebeu cinco talentos, este recebeu dois, e eu, apenas um?” Ou ainda: “Porque ele e não eu?” A inveja é, segundo os especialistas em aconselhamento e psicanálise, uma doença da alma e do caráter. Ela faz a pessoa se medir pelo próximo, numa comparação recorrente e doentia achatada por um sentimento de inferioridade. Nada pode ser mais destruidor. De igual forma, quem foi abençoado com cinco talentos saiba que isso é resultado da graça e bondade de Deus. Não vem de você, é dádiva. Logo, gloriar-se em quê? (1Co 4.7).

3. A responsabilidade. A responsabilidade será sempre proporcional às oportunidades e dádivas que recebemos. Perceba que junto com aquilo que cada um dos servos recebeu estava atrelado um nível de responsabilidade. Nunca podemos nos esquecer dessa verdade. Quem nunca fez porque não pôde é diferente daquele que não fez porque é desligado, indiferente ou irresponsável. Todos receberam algo do seu senhor, logo, todos tinham a responsabilidade de lidar de modo digno com aquilo que lhe foi confiado. No entanto, teve um que não fez nada porque suas atitudes foram péssimas. E nós?

“Toda dádiva divina traz uma responsabilidade inerente”

 

III. CONCLUSÕES DA PARÁBOLA

Essa preciosíssima parábola contém ensinamentos muito radicais. A leitura não parece ser agradável do ponto de vista da afirmação categórica de que uma prestação de contas será exigida de todos.

1. A prestação de contas. Essa verdade fica clara como o Sol nessa parábola. Um dia o senhor voltou e Jesus diz que chamou seus servos para um balanço final.

Todos, um dia, prestaremos contas diante do Senhor de toda a terra acerca daquilo que temos feito com o que recebemos. Ninguém escapará desse dia. Não será possível subornar esse juiz e o seu veredicto é o mais justo de todos. O moço da parábola bem que tentou escusar-se, mas foi apanhado pelos seus próprios argumentos. Suas palavras não fazem sentido. Sua omissão foi pior do que uma perda na tentativa de acertar. Deus valoriza os que tentam, mesmo quando erram. Medrosos e omissos não encarnam o projeto do Reino. Nunca nos esqueçamos disso.

O que somos e o que temos veio de Deus, e um dia teremos que prestar contas daquilo que Ele nos deu. Vai chegar o dia, e deve estar chegando, em que o Rei vai perguntar: “O que foi que você fez?”

2. A fidelidade é o que conta. Vivemos em um mundo movido por quantitativos. Parece que alguma coisa, para ter valor, tem que ser superlativa. Se for pouco não serve. Mas, observe, que tanto o que recebera cinco talentos quanto o que recebera apenas dois talentos ouvem a mesma palavra de elogio do seu Senhor. Os versículos 21 e 23 são idênticos, embora se refiram a pessoas diferentes. A mensagem é clara: O IMPORTANTE É A FIDELIDADE. Nós não estamos em competição com ninguém, nem em concurso de popularidade. Evangelho não é contar cabeças, mas proclamar a Palavra de Deus fielmente, inclusive com o custo da vida. Jesus falou de caminho apertado e porta estreita. Nunca disse que ganharíamos o mundo inteiro ou que seríamos os maiorais, mas disse que uma única alma vale mais do que o mundo inteiro. Aleluia!

Encontramos isso reforçado por Paulo, apóstolo, quando escreve aos coríntios: “Assim, pois, importa que os homens nos considerem como ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus. Ora, além disso, o que se requer dos despenseiros é que cada um deles seja encontrado fiel.” (1Co 4.1,2). Fica, claro nestes versículos, que o que Deus espera de cada um é qualidade e fidelidade do trabalho, pois ELE É O DONO.

3. Haverá recompensas. Junto com o ajuste de contas virá a recompensa. Essa é uma das promessas das Escrituras. Nosso Senhor vem e trará o galardão para aqueles que serviram com diligência, alegria e fidelidade (Ap 22.12). As Escrituras dizem que o árduo e cansativo trabalho de hoje não pode se comparar com a recompensa que nos espera (Rm 8.18). Um dia o servo fiel ouvirá: “Entra no gozo do teu Senhor”

 

APLICAÇÃO PESSOAL

Quando o Senhor vier e perguntar: “O que você fez com o que te dei?” O que responderemos?

 

RESPONDA

1)        Qual o significado da expressão talento” na parábola?

2)        Porque houve servos que receberam cinco a dois talentos e outro que recebeu menos?

3)        Quando ocorrer a prestação de contas, o que será mais importante?

( ) A fidelidade.

( ) Nos tempos de Jesus era uma unidade monetária.

( ) Porque, embora graciosa, a distribuição levou em conta a capacidade de cada um.

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