quarta-feira , 21 novembro 2018
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Lição 3 – O Trigo e o Joio – Separando o Falso do Verdadeiro

LIÇÃO 3 – O Trigo e o Joio – Separando O Falso Do Verdadeiro

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Ensine aos seus alunos sobre o papel do Espírito Santo em guiar cada escritor da Bíblia para um propósito distinto naquilo que escreveu. Com Jesus não foi diferente, apesar de Ele não ter escrito nada. Porém, todos os Seus ensinamentos foram inspirados pelo Espírito. Nas parábolas, Cristo objetivava esclarecer aos discípulos as verdades do Reino de Deus, assim como ocultar as mesmas verdades daqueles que não acreditavam Nele (Mt 13.10-13). Apresente à sua classe as características do joio e do trigo, suas semelhanças e suas diferenças enquanto sementes. Quando está crescendo, o joio é semelhante ao trigo, mas depois, principalmente quando frutifica, a diferença é radical. Ela considera que “o campo é o mundo” (v 38). Assim, os membros do Reino convivem lado a lado com os seguidores do maligno.

OBJETIVOS

Ter consciência de que onde tem trigo tem joio.

Descrever cada um dos elementos desta parábola.

Explicar por que o joio não deve ser removido agora.

 

PARA COMEÇAR A AULA

Tenha sempre em mente a utilização de recursos variados para a aplicação de sua lição. Na aula de hoje, mostre aos alunos a figura do trigo e do joio em sua formação, até o momento da diferenciação. Se possível, faça impressão e passe para eles observarem.

Depois, pode fazer uma pergunta: “vocês já compraram algo pensando ser outra coisa?” Pergunte a eles o que significa a expressão “comprar gato por lebre”.

 

PALAVRAS-CHAVE

Paciência • Graça • Discernimento

 

RESPOSTAS DA PAGINA 22

1)        O trigo são os filhos do Reino, e o joio, os do Maligno.

2)        Jesus disse que foi o inimigo.

3)        Pelo risco de junto arrancarmos também o trigo.

 

LEITURA COMPLEMENTAR

‘”A igreja é fantástica e fascinante, mas não é perfeita e ninguém em sã consciência pode afirmar ou mesmo pensar que o livro de membresia de sua comunidade equivale ao Livro da Vida do Cordeiro. Muitos que carregam a Bíblia e frequentam os cultos ainda precisam de conversão autêntica. Há gente inconversa em toda igreja, tenha certeza. Um desejo de muita gente é achar um dia uma Igreja ou comunidade onde TODOS sejam santos, verdadeiros e absolutamente fiéis. Em palavras simples, seria achar uma igreja perfeita. Parece que Jesus não endossa essa tese e uma prova disso é essa parábola. Onde existe trigo, existirá joio, nos diria Jesus. Em termos ideais ela é perfeita, mas não aqui e não agora. Um dia, porém, ela será semelhante ao seu Senhor. Até lá nos cabe trabalhar nossas imperfeições e nos submeter ao divino Oleiro para que sejamos aperfeiçoados.

Nas palavras de Paulo aos Filipenses “aquele que começou a boa obra em nós a aperfeiçoará até o dia de Cristo Jesus” (Fp 1.6)

Helmut Thielicke, pastor na Alemanha, disse que “muitas vezes o joio são os portadores de certificados de batismo e pagadores de “taxas religiosas”.  O Pr. Isaltino Gomes, professor de Hebraico, acrescenta que muitas vezes o joio pode estar no púlpito pregando o Evangelho e até abrindo uma igreja.”

Livro: “As Parábolas de Jesus”. (Pádua Rodrigues. Editora Nítida – S. J. dos Campos, 2018. Págs. 33 e 34)

 

Estudada em 15 de julho de 2018

 

LIÇÃO 3

O TRIGO E O JOIO: SEPARANDO O FALSO DO VERDADEIRO

 

TEXTO ÁUREO

“E, quando a erva cresceu e produziu fruto, apareceu também o joio” Mt 13.26

 

DEVOCIONAL DIÁRIO

Segunda – Mt 25.32 O Pastor separará as ovelhas dos bodes

Terça – Mt 13.38 O campo é o mundo

Quarta – Mt 9.37 A seara é grande e poucos os ceifeiros

Quinta – Mt 13.40 Um dia o joio será colhido e queimado

Sexta – Js 9.14 Sem oração não há discernimento

Sábado – Mt 7.20 Os frutos nos revelam

 

LEITURA BÍBLICA

Mateus 13. 24-30

24 Outra parábola lhes propôs, dizendo: O reino dos céus é semelhante a um homem que semeou boa semente no seu campo;

25 mas, enquanto os homens dormiam, veio o inimigo dele, semeou o joio no meio do trigo e retirou-se.

26 E, quando a erva cresceu e produziu fruto, apareceu também o joio.

27 Então, vindo os servos do dono da casa, lhe disseram: Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde vem, pois, o joio?

28 Ele, porém, lhes respondeu: Um inimigo fez isso. Mas os servos lhe perguntaram: Queres que vamos e arranquemos o joio?

29 Não! Replicou ele, para que, ao separar o joio, não arranqueis também com ele o trigo.

30 Deixai-os crescer juntos até à colheita, e, no tempo da colheita, direi aos ceifeiros: ajuntai primeiro o joio, atai-o em feixes para ser queimado; mas o trigo, recolhei-o no meu celeiro.

Texto Completo: Mateus 13.24-30; 13.36-43

 

Hinos da Harpa: 220 – 96

 

O TRIGO E O JOIO: SEPARANDO O FALSO DOVERDADEIRO

 

ORGANIZAÇÃO DA LIÇÃO

 

INTRODUÇÃO

 

I. CARACTERÍSTICAS DA PARÁBOLA

O Trigo e o Joio Mt 13.25

O Semeador e o Campo Mt 13.24

O Inimigo Mt 13.28

 

II. LIÇÕES DA PARÁBOLA

A explicação de Jesus Mt 13.36

O tempo da graça Jo 1.17

O Joio com os dias contados Mt 13.30

 

III. CONCLUSÕES DA PARÁBOLA

A impaciência dos servos Mt 13.28

O joio na Igreja 1Co 5.2

O destino do trigo Mt 13.29

 

APLICAÇÃO PESSOAL

 

INTRODUÇÃO

Esta parábola está entrelaçada à anterior (a Parábola do Semeador). É como se Jesus recomeçasse de onde havia parado. Naquela, como já visto, Jesus fala sobre quatro tipos de solos onde apenas um frutificou. Aqui Jesus trabalha exatamente aquela semente que deu frutos.

 

I. CARACTERÍSTICAS DA PARÁBOLA

Ao estudarmos as parábolas, é importante observarmos cuidadosamente a fraseologia usada por Jesus dizendo que o reino dos céus é “semelhante” e não que seja “igual”. Em outras palavras, há algo nessas coisas que pode ser comparado com o Reino.

 

O Trigo e o Joio. O trigo, nesta parábola, é chamado de boa semente e refere-se, conforme a interpretação de Jesus, aos “filhos do reino” É importante perceber a diferença da parábola do semeador, onde a semente é a Palavra de Deus. O trigo era o alimento por excelência, sendo até hoje considerado o alimento padrão. É interessante essa comparação dos filhos do reino com o trigo. É uma excelente figura. A Igreja de Cristo tem o alimento que pode saciar a fome espiritual do mundo. Esse alimento é o próprio Jesus, que é comparado ao “pão vivo que desceu do céu” (Jo 6.51).

O joio, todavia, não serve para alimento, sendo também chamado de “trigo bastardo”. Era uma planta inútil, tanto que seu destino era o fogo. Não tinha nenhum valor comercial. Era muito parecido com o trigo, tanto que às vezes era chamado de falso trigo. Mas, para piorar, era praticamente impossível de distinguir do trigo até que a espiga se desenvolvesse e “embonecasse”. Então, qualquer coisa a ser feita tinha de esperar até a colheita, quando a certeza da separação não colocasse em risco o verdadeiro trigo. Jesus diz que “o joio são os filhos do Maligno”.

 

O Semeador e o Campo. Após explicar o que era o trigo e o joio, o Senhor Jesus diz que “o campo é o mundo”. Isso nos faz entender que o problema não é localizado, mas de âmbito mundial. Jesus fornece ainda outros detalhes dizendo que quem semeou a boa semente foi Ele mesmo. Também diz que o problema não tem uma solução imediata, pois a parecença do joio com o trigo é enorme e o proprietário não aceita correr o risco de arrancar o trigo. Não pode haver precipitação, pois nenhum “pezinho” de trigo pode ser sacrificado.

 

O Inimigo. Jesus diz claramente que o adversário que semeou o joio é o diabo. Nossos semelhantes não são nossos inimigos, nem tampouco nossos irmãos em Cristo. O texto diz que ele não dorme. Quando todos dormem, o ser maligno age, e age de modo secreto, protegido pela escuridão da noite, o que revela muito da sua natureza. De qualquer modo, vale ressaltar o fato de que o inimigo estava em derredor, aguardando uma oportunidade. Quando todos dormem, ele dá o bote. A falsidade do diabo se demonstra em semear falsos discípulos. O aparecimento dos verdadeiros seguidores de Cristo neste inundo é imitado pelo diabo, cujos filhos podem se disfarçar em crentes, e nas palavras de Paulo, até mesmo em apóstolos (2Co 11.13-15).

 

A separação do joio e do trigo é certa, mas não exatamente agora”.

 

II. LIÇÕES DA PARÁBOLA

A explicação de Jesus. Esta parábola, junto com a do Semeador e a da Rede, são as únicas que recebem de Jesus uma explicação detalhada. Então, não podemos desperdiçar a própria explicação dada por Jesus, principalmente por não ser comum fazê-lo. A interpretação Dele tem três tópicos:

a) uma introdução (vs. 36);

b) uma lista de sete itens cheios de significados: o que semeia a boa semente é o Filho do Homem; o campo é o mundo; a boa semente são os filhos do Reino; o joio são os filhos do maligno; o inimigo que semeou é o diabo; a ceifa é a consumação do século; os ceifeiros são os anjos (vs 37-39);

c) uma explicação apocalíptica (vs 40-44).

 

O tempo da graça. É importante ressaltarmos isso. O tempo da separação e do destino final entre joio e trigo ocorrerá, como disse Jesus, no final e consumação dos tempos. Até lá é tempo de oportunidades. Se o inimigo se aproveita das oportunidades para o mal, saibamos que o nosso Deus também está trabalhando.

 

O Joio com os dias contados. Embora a separação em estágio precoce não seja recomendada por não ser eficiente ou segura, o fato é que haverá um dia onde esta vai ocorrer. Pode demorar, mas o mal não coexistirá para sempre com o bem. Em termos simples: joio e trigo não ficarão para sempre juntos. A ceifa chegará um dia. O joio tem seus dias contados.

Essa parábola ensina que o Filho do Homem, o fazendeiro, está plenamente ciente de tudo. Ele sabe o que deve ser feito. Ele sabe como a erva daninha foi semeada no seu campo e sabe quem a semeou. E mais, Ele sabe distinguir, de maneira precisa, entre o trigo e a erva daninha. Não importa se o joio aparenta espiritualidade, se está no púlpito ou se faz milagres (Mt 7.22 e 23). No final da presente era, tudo será conhecido e revelado. Falta pouco.

 

III.       CONCLUSÕES DA PARÁBOLA

A Impaciência dos servos. Precisamos ser cuidadosos. Há de se ter muita paciência. Se de um lado não devemos ser ingênuos, de outro lado a precipitação em nome do zelo só prejudicará o Reino. O trigo e o joio precisam amadurecer primeiro. Os servos do proprietário são tomados de uma inquietação ao perceberem a presença do cereal inútil e perigoso. Sempre haverá aqueles que gostariam de ver a mão do Senhor se descarregar impiedosamente sobre todos os ímpios e pecadores.

Uma coisa a analisar é: por que na hora de desmanchar, desmontar, arrancar o que foi plantado houve tantos voluntários? Por que essa obsessão para jogar fora, para excluir? Deveria ser o contrário. Para se construir deveria haver mais gente disponível, pois será sempre mais fácil desmanchar algo do que edificá-lo, além do fato de que não precisa muita sabedoria para ser um destruidor, às vezes só precisa de má vontade. A impaciência dos servos zelosos é contrastada com o cuidado e paciência do proprietário, que diz: “Deixem o trigo e o joio crescer”.

 

O joio na Igreja. Essa parábola já foi muitas vezes mal aplicada. Há quem ensine que esta parábola significa que os desobedientes pecadores devem ser deixados à vontade para conviver junto com os fiéis da igreja, pois Jesus não autorizou a separação. Ledo engano. É preciso levar em conta o que as demais passagens da Bíblia ensinam sobre o assunto para não laborarmos em erros.

Na parábola contada por Jesus, não sabemos quem é o joio (até que chegue o momento da colheita), mas a Bíblia diz em outros lugares que quando o joio se torna evidente, uma ação é requerida. Por exemplo, quando Paulo orienta a Igreja de Corinto sobre um caso de imoralidade declarado e conhecido, ele diz claramente: “E vocês andam cheios de orgulho, quando deveriam ter lamentado e tirado do meio de vocês quem fez uma coisa dessas” (1Co 5.2, Nova Almeida Atualizada).

Igualmente clara é a repreensão e crítica do Senhor Jesus à Igreja de Tiatira, a qual convivia abertamente com o pecado inconfesso (Ap 2.20). Eles deveriam ter feito algo a respeito.

Nos dois casos, cada igreja deveria ter agido em amor, mas também com firmeza. Isso não aconteceu e a censura foi inequívoca. De outro lado, não podemos ter a infantil ideia de que, se formos excessivamente rigorosos, acabaremos por completo com o mal. Isso contraria a própria essência da parábola de que trigo e joio coexistirão até a hora final. Então é assim: De um lado NÃO PODEMOS ser coniventes e tolerantes com o mal ou com o pecado, mas a destruição completa de todo o mal não é tarefa nossa. Ademais, corremos o risco de, na tentativa de eliminar todo o mal em nome de Deus, nós mesmos acabarmos nos tornando maus no processo.

 

O destino do trigo. Jesus conclui a parábola com uma confortadora promessa. O trigo irá para o Seu celeiro. Não há maldições nem incertezas para o trigo. Ele se destina para o “meu celeiro”, disse Jesus. Somente o trigo terá lugar ali. O joio e o trigo crescem juntos, por isso é necessário aceitar a convivência com o joio que se revela muitas vezes algo inevitável sem, contudo, deixar-se influenciar; ou seja, permanecendo trigo de Deus. Não perca sua essência nem aceite sofrer mutações. Você não é semente transgênica, mas semente do Espírito Santo. Fomos chamados para influenciar, não para sermos influenciados. O verdadeiro trigo de Deus permanecerá, enquanto o joio será finalmente separado. Quem é “trigo” tem identidade, tem DNA divino e não deve deixar nada macular quem ele é.

 

APLICAÇAO PESSOAL

A parábola do trigo e do joio é bem atual. Ninguém pode negar a realidade da triste mistura que existe em nossos dias. Também é fato que o crescimento do joio é proporcional ao crescimento do trigo, ou seja, quanto mais trigo, mais joio.

 

RESPONDA

1)        Nesta lição qual o significado do trigo e do joio?

2)        Qual a origem da semeadura do joio?

3)        Por que o joio não deve ser arrancado antes da ceifa?

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