quarta-feira , 21 novembro 2018
Mais Recentes
Home / Lição 2 – O Semeador – Que tipo de Solo Eu Sou

Lição 2 – O Semeador – Que tipo de Solo Eu Sou

O SEMEADOR: QUE TIPO DE SOLO EU SOU?

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Hoje estudaremos sobre a parábola do Semeador. Faz-se necessário, antes de começar a aula, destacar três pontos imprescindíveis: 1a) O semeador; 2a) A Semente; 3a) 0 solo.

Após estudar esses três elementos, é preciso fazer a contextualização e extrair a verdade central da parábola e como ela se aplica no nosso cotidiano. Deixe claro que tanto o solo como o semeador podem correr o risco de não ter um bom resultado na sua função, porém a semente nunca falha. Por exemplo: Imagine um saco de sementes (o professor pode usar a semente mais comum de sua região) e dois homens se apresentam para semear, sendo que um deles tem a mão leprosa. Ambos metem a mão no saco de sementes e semeiam. Pergunte aos alunos qual semente nascerá. Espere a resposta deles, e então explique que ambas as sementes nascem. Pois o problema não está na semente.

OBJETIVOS

Narrar essa parábola com suas próprias palavras.

Descrever cada um dos tipos de solos mencionados na parábola.

Explicar por que nem toda semeadura frutifica.

 

PARA COMEÇAR A AULA

Estamos em nossa segunda lição. Como foi o impacto do assunto junto aos alunos?  Para a aula de hoje, pergunte aos alunos se já tiveram a chance de plantar uma árvore. Se já, como plantaram e como prepararam a terra?

Diga a eles que a semente de que a lição vai tratar é boa (Palavra de Deus), mas a questão é o solo (nossos corações).

 

RESPOSTAS DA PÁGINA 16

(2) | (3) | (1)

 

PALAVRAS-CHAVE

Evangelho • Crescimento • Frutificação • Evangelização

 

LEITURA COMPLEMENTAR

“Em nossos dias parece que estamos supervalorizando a figura do semeador e nos esquecendo da semente. Quem frutifica é a semente, e se ela não tiver sido semeada ou se o que foi semeado não foi a semente autêntica da palavra de Deus, nada adiantou.

É interessante que na parábola nada é dito sobre a aparência do semeador, nem sobre sua capacidade e realizações. Sua tarefa foi apenas colocar a semente em contato com o solo. Acabou. Seu trabalho está pronto e receberá galardão no tempo certo. Agora é com Deus. Há uma palavra de Paulo que nos ajuda: “Eu plantei, Apoio regou; mas o crescimento veio de Deus. De modo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus que dá o crescimento” (1 Coríntios 3.6-7). Paulo deixa claro, aqui, que após semear, o trabalho dele acabou; e após regar, o trabalho de Apoio acabou. MAS O DE DEUS CONTINUA E NUNCA ACABA.

É bom lembrarmos as palavras de Paulo, apóstolo, aos coríntios:

“Pois não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus como Senhor e a nós mesmos como vossos servos por amor de Jesus.” (2Co 4.5)

É preciso cuidado e equilíbrio para não sermos ingratos a Deus pelas pessoas que Ele tem levantado, mas igual cuidado para não esquecermos que homens são apenas instrumentos, meros veículos. Logo, é em Deus que devemos fixar o olhar, nunca nos homens. Não nos enganemos, sem o Espírito Santo não há conversão, nem mudança de vida. Sem a presença, a unção e a graça de Deus nenhum de nós consegue fazer nada. Pode até existir euforia religiosa vazia, nada mais.

Livro: “As Parábolas de Jesus”. (Pádua Rodrigues. Editora Nítida S. J. dos Campos, 2018, Pág. 27)

 

LIÇÃO 2:  O SEMEADOR: QUE TIPO DE SOLO EU SOU?

 

TEXTO ÁUREO

“Mas o que foi semeado em boa terra é o que ouve a palavra e a compreende; este frutifica e produz a cem, a sessenta e a trinta por um.” Mateus 3.23.

 

DEVOCIONAL DIÁRIO

Segunda Sl 126.5,6 A semente deve ser regada com lágrimas

Terça  Is 55.11 A palavra semeada jamais faltará resultados

Quarta Jo 4.37 Às vezes colhemos o que outros semearam

Quinta Jo 4.36 Semeadores e ceifeiros são companheiros

Sexta Ec 11.6,7 A ordem é para semear sempre

Sábado 2Co 9.6 A colheita é proporcional à semeadura

 

LEITURA BÍBLICA

Mateus 13.1-10

1 Naquele mesmo dia, saindo Jesus de casa, assentou-se à beira-mar;

2 e grandes multidões se reuniram perto dele, de modo que entrou num barco e se assentou; e toda a multidão estava em pé na praia

3 E de muitas coisas lhes falou por parábolas e dizia: Eis que o semeador saiu a semear

4 E, ao semear, uma parte caiu à beira do caminho, e, vindo as aves, a comeram.

Outra parte caiu em solo rochoso, onde a terra era pouca, e logo nasceu, visto não ser profunda a terra.

Saindo, porém, o sol, a queimou; e, porque não tinha raiz, secou-se.

Outra caiu entre os espinhos, e os espinhos cresceram e a sufocaram.

Outra, enfim, caiu em boa terra e deu fruto: a cem, a sessenta e a trinta por um.

Quem tem ouvidos (para ouvir), ouça.

10 Então, se aproximaram os discípulos e lhe perguntaram: Por que lhes falas por parábolas?

Texto completo: Mateus 13.1-23

 

Hinos da Harpa: 515 -115

 

O SEMEADOR: QUE TIPO DE SOLO EU SOU?

 

INTRODUÇÃO

 

I – CARACTERÍSTICAS DA PARÁBOLA

O semeador Mt 13.3

A semente Mt 13.4

Os solos Mt 13.23

 

II – LIÇÕES DA PARÁBOLA

O solo impenetrável Mt 13.19

O solo superficial Mt 13.20

O solo ocupado Mt 13.22

O solo fértil Mt 13.8

 

III.     CONCLUSÕES DA PARÁBOLA

Distância entre o ouvido e o coração Mt 13.15

Qual semente semeamos? Mt 13.i9

Que tipo de solo somos? Mt 13.16

 

APLICAÇÃO PESSOAL

 

INTRODUÇÃO

Como era comum, essa é uma história muito simples. A sociedade dos tempos de Jesus era composta de gente do campo, uma sociedade agropastoril. Um fazendeiro lançou sementes em vários lugares com diferentes resultados, dependendo do tipo do solo.

 

I – CARACTERÍSTICAS DA PARÁBOLA 

O semeador. O trabalho do semeador é colocar a semente em contato com o solo. Seu trabalho é importante, pois a semente não poderá produzir e dar frutos se permanecer guardada e protegida nos celeiros. Cada cristão é chamado para ser um semeador, e quanto maior for a semeadura, tanto maior será a colheita. Temos a responsabilidade de ser um semeador da sagrada semente. Semear é evangelizar; e evangelizar é contar a outros as boas novas acerca do que Jesus Cristo fez para salvar os pecadores. Pode acontecer que o semeador nem mesmo veja os frutos da sua semeadura, mas outros os colherão; e se cumprirá o que Jesus disse em João 4.38: “Eu vos enviei para ceifar o que não semeastes; outros trabalharam, e vós entrastes no seu trabalho.”

A semente. A semente é a Palavra de Deus. É o Evangelho de nosso Senhor Jesus. Não pode haver substituto. Cada conversão é resultado da Palavra sendo anunciada e crida. Ao lermos Atos dos Apóstolos, percebemos essa ênfase na pregação da Palavra; e assim, compreendemos por que havia tantas conversões. Uma pergunta pertinente é por que há tão poucas conversões autênticas, hoje, em alguns lugares? Não me refiro à concordância externa ou “vir na frente receber oração”, mas de novo nascimento verdadeiro, de mudança radical e autêntica. Não seria por que estamos semeando outras coisas em vez da única semente autorizada por Jesus? Há aqueles que estão tentando alterar ou misturar a semente com outras coisas porque acreditam que assim obterão melhores resultados. Mas é a Palavra de Deus, e apenas ela, que pode gerar vida (Tg 1.18).

Os solos. O trabalho habilidoso do semeador e a germinação da semente dependem da qualidade e natureza do solo para ter sucesso. Havia vários tipos de terrenos na parábola contada. Jesus fala de quatro tipos de solos: o solo impenetrável (beira do caminho); o solo superficial (o rochoso); o solo ocupado (cheios de espinhos) e o solo fértil (terra boa e frutífera). Nos três primeiros tipos de solo houve uma resistência para a semente produzir.

Há na parábola uma clara analogia entre o solo e o coração. Isso porque o alvo da pregação da Palavra não é apenas a mente, mas principalmente o coração. Se este estiver fechado, nada adianta. Mas, quanto à pregação do Evangelho, não nos cabe escolher o tipo de solo para semearmos. Devemos apenas semear sempre que tivermos oportunidade, pois, em última instância, quem conhece os corações é o Senhor. Talvez por isso Paulo, apóstolo, ordena a Timóteo para pregar quer seja ou não oportuno (2Tm 4.2).

A grande necessidade da igreja é ter um espírito de evangelização, não um esforço evangelístico temporário.”  (John Blanchard)

 

II – LIÇÕES DA PARÁBOLA

Jesus nos fala nessa parábola de quatro tipos de solos. Para extrairmos as lições é importante conhecermos cada um deles e qual melhor nos representa. Em outras palavras: que tipo de solo nós somos?

O solo impenetrável. Aqui não houve frutificação. A semente sequer brotou, porque o solo era um local de chão batido, um caminho marcado pelo vai e vem das pessoas e animais. Lucas acrescenta que a semente “foi pisada” (Lc 8.5). Isso fala de gente não receptiva, de coração endurecido e nada disposto a receber a Palavra. 0 curioso é que o Diabo (assim Jesus interpretou as aves) só roubou a semente do coração indisposto e insensível. 0 Evangelho nunca transformará a vida daqueles cujos corações não se rendem e que são alheios à mensagem do reino. Um solo impenetrável é aquele no qual a semente após lançada fica à mercê das aves e representa um tipo de coração que Jesus disse ser impossível da Sua Palavra penetrar (Jo 8.37). Aliás, em relação à Sua Palavra, em termos negativos, Jesus disse ter pessoas que:

a) não entendiam sua linguagem (Jo 8.43);

b) não ouviam por que não pertenciam a Deus (Jo 8.47);

c) não a guardavam (Jo 12.47);

d) a ouviam de mau grado (Mt 13.15).

O solo superficial. O coração descrito como solo rochoso representa aqueles que não possuem profundidade. A semente chega a brotar, mas falta a estabilidade que vem de raízes profundas. Abaixo da pequena camada de terra, o que existe são rochas e lajeados. Não podendo aprofundar suas raízes, a planta tem curta duração. Há gente assim: superficial, rasa, sem a estrutura que vem de um alicerce profundo e firme. Falta dedicação, falta perseverança, falta disposição de ir até o fim.

O solo ocupado. Temos um terceiro tipo de solo: o solo congestionado. A semente que caiu no meio do espinheiro germinou e cresceu, mas a concorrência pelos nutrientes, pela água e pela luz solar por parte de plantas nocivas fazem com que a planta se mantenha mirrada e murcha. Jesus interpreta a parábola e diz que se trata do coração dividido com muitas outras paixões, como, por exemplo, a sedução das riquezas. Em outras palavras, trata-se daqueles que, divididos e distraídos por outros interesses, não creem nem se entregam exclusivamente a Jesus como seu Salvador e Senhor.

Não nos iludamos: no nosso terreno podem, sim, nascer e crescer espinhos que sufocarão a ação e obra do Espírito Santo em nossas vidas. Interesses legítimos podem ser perigosíssimos quando ocupam o espaço e a lealdade que pertence a Cristo. Cedo ou tarde Jesus será expulso dessa vida. Ele não fica em um coração que o trata como um coadjuvante ocasional.

O solo fértil. Esse é o último dos terrenos. A semente cai aqui e nasce, floresce, cresce e frutifica. Glória a Deus! Essa frutificação tem escalas, sendo uns mais produtivos do que outros (trinta, sessenta e cem por um). Mas a mensagem principal é essa: Deus nos chamou para sermos frutíferos. Nada é mais destoante de um coração que anda com Deus do que a esterilidade. 0 solo estava preparado e acolheu a semente, nele não havia concorrentes. Aqui o acolhimento foi completo. Que sejamos assim.

 

III – CONCLUSÕES DA PARÁBOLA

Essa é a parte mais importante para nossa vida prática. Jesus contou essas histórias para mudar nossa vida e encaminhá-la para o centro da Sua vontade. Tentemos extrair dessa parábola alguns princípios práticos para nosso viver diário.

Distância entre o ouvido e o coração. Existe uma radical distância entre o ouvido e o coração. Biologicamente eles estão próximos, mas espiritualmente as coisas podem ser diferentes. Nem sempre a Palavra de Deus que é ouvida desce até o coração. Jesus, repetidas vezes, usou a expressão: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça” (Mt 13.9).

Ouvir é bom, mas não é o bastante. A semente precisa encontrar guarida em nosso coração, do contrário nada acontecerá. Só mudamos e frutificamos se a Palavra for acolhida no coração e não nos enganemos: do ouvido até o coração a distância pode ser muito grande.

Qual semente semeamos? Não é suficiente mencionar Deus ou Jesus Cristo para que um sermão seja autenticamente a pregação do Evangelho de Jesus Cristo. É necessário conteúdo, e não frases de efeito ou jargões vazios. Não são poucos os que, em vez de serem usados por Deus, tentam usá-lo. A mensagem Cristocêntrica está sumindo dos púlpitos e sendo substituída por autoajuda e excentricidades diversas. Infelizmente, o foco de muitos pregadores está sendo o ego das pessoas e não a glória de Deus. Não nos iludamos, o Evangelho é único. Não há outro. Se alterarmos sua mensagem, não é que teremos menos. Na verdade, não teremos nada.

O que transforma as vidas e as leva a Cristo não é a retórica, nem a loquacidade ou a capacidade do semeador, mas o poder do Evangelho, aqui representado pela semente. Quando esteve entre os coríntios, Paulo disse que nada se propôs a falar senão unicamente a Jesus Cristo, e este crucificado (1Co 2.2). Qual tem sido a nossa mensagem?

Que tipo de solo somos? Essa avaliação é importante. Temos sido um solo endurecido e impermeável à ação da Palavra? A Palavra de Deus ainda nos toca e quebranta? Os espinhos são evitados? Ou temos sido complacentes e permitido que eles cresçam e o mundo fale mais alto? Veja que no segundo tipo de solo, inicialmente, não estava infestado de plantas ruins ou espinhos; elas surgem depois. Na verdade, em primeiro plano, o solo é rico e receptivo. Inicialmente a semente produz e não somente há vida, mas também crescimento. O fracasso deriva do que acontece depois, o crescimento de distrações surgidas da terra, que dividem o coração e dissipam a energia da alma. Veja também que, na linguagem dita por Jesus, os espinhos são riquezas e prazeres que conspiram contra a Palavra e sufocam a obra de Deus em nós. Em outras palavras, são elementos sutis que, inclusive, à primeira vista, não parecem danosos; mas, ao contrário, apetitosos e desejáveis.

 

APLICAÇÃO PESSOAL

Que receptividade a semente da Palavra tem tido na nossa vida? É possível irmos de uma produção moderada (30 por 1) até uma produção abundante (100 por 1). Onde a semente foi recebida de bom grado, o resultado foi exponencial.

 

RESPONDA

Identifique a resposta apropriada a cada questão e relacione-a abaixo no parêntese correspondente.

1)        Qual o trabalho do Semeador?

2)        Quantos tipos de solos são mencionados por Jesus?

3)        O que aconteceu com a semente que caiu à beira do caminho?

( ) O solo impenetrável, o solo superficial, o solo ocupado e o solo fértil.

( ) Foi comida pelas aves. Satanás roubou a palavra.

( ) Colocar a semente em contato com o solo. Pregar o Evangelho.

2 2 Comentários

  1. Resposta da 1
    E colocar a semente em contato com o solo.

    Resposta da 2
    4 tipos de solo
    Solo impenetrável, superficial,ocupado e fértil

    Resposta da 3
    Foi comida pelas aves .satanás roubou a palavra.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *