quarta-feira , 21 novembro 2018
Mais Recentes
Home / Lição 11 – O Irmão do Filho Pródigo que Ficou no Lar

Lição 11 – O Irmão do Filho Pródigo que Ficou no Lar

LIÇÃO 11 – O IRMÃO DO FILHO PRÓDIGO QUE FICOU NO LAR

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Hoje estudaremos sobre o filho mais velho. Ele não concordou com o que o pai fez nem com aquele que saiu de casa e gastou toda a sua herança e, ao voltar foi recebido com muita festa. Comente na classe sobre a importância do perdão com aqueles que se desviam da igreja.

Mostre que não devemos agir como agiu o irmão mais velho, que se recusou a reconhecer seu irmão e tratou-o com indiferença.

Destaque que o amor do pai incluía os dois filhos. Jesus, nesta parábola mostrou, o contraste entre a exclusividade egocêntrica dos fariseus, de um lado, não querendo entender o amor de Deus; e do outro, a solicitude e alegria de Deus diante do arrependimento dos pecadores.

 

OBJETIVOS

Narrar com suas palavras essa parábola.

Descrever os erros do irmão mais velho.

Tomar a decisão de buscar e receber de volta nossos irmãos.

 

PARA COMEÇAR A AULA

Como seus alunos absorveram a lição anterior? Na aula de hoje daremos continuidade à parábola, mostrando agora as atitudes do irmão mais velho.

Vejamos que ele não se alegrou com a volta do seu irmão.

Incentive os alunos sobre a importância do amor ao próximo.


RESPOSTAS DAS PERGUNTAS

1)        Os que se acham justos e. em especial, os líderes religiosos.

2)        Seu coração era frio e distante em relação às alegrias do Pai

3)        É um indicativo de que nós podemos fazer a coisa certa.

 

LEITURA COMPLEMENTAR

Agora Jesus introduz a figura do irmão mais velho. Quando o faz, é aceito que tinha em mente a figura dos líderes religiosos da nação judaica, em especial os fariseus e escribas presentes, conforme os dois primeiros versículos do capítulo 15. Tanto o pródigo que saiu quanto o que ficou estavam longe da intimidade com o Pai. Parece haver uma clara alusão aos religiosos (o irmão mais velho) e os não religiosos (o irmão mais novo), e a mensagem de que Deus ama e deseja salvar a ambos.

Perceba que Jesus poderia simplesmente ter terminado a parábola no versículo 24, com o retorno do filho e o registro que houve uma grande alegria na casa. Foi assim que ele terminou as duas anteriores. Mas Jesus, ao contrário do que se esperava, prossegue com o enredo e acrescenta um novo episódio. Essa é uma curiosidade muito especial, que faz essa parábola se tornar ainda mais espetacular.

O filho mais velho estava no campo, com toda certeza, trabalhando, e ao voltar é surpreendido pela música e as danças. Perplexo, ele busca informações com um dos servos e, ao ser informado do que ocorria, sua reação é de ira e descontrole. Como seu pai podia agir dessa forma? Seu irmão merecia ser castigado, e o pai resolve dar uma festa? Sua revolta vinha de um coração distante e alheio ao sofrimento do pai ao longo de todo aquele período em que o seu irmão caçula esteve ausente. Esse moço era muito complicado. Ele tem muito de nós, e nós temos muito dele.”

Livro: “As Parábolas de Jesus”. (Pádua Rodrigues. Editora Nítida – S. J. dos Campos, 2018. Pág. 71)

 

Estudada em 09 de setembro de 2018

 

LIÇÃO 11

O IRMÃO DO FILHO PRÓDIGO QUE FICOU NO LAR

 

TEXTO ÁUREO

“Então, lhe respondeu o pai: Meu filho, tu sempre estás comigo; tudo o que é meu é teu.” Lc 15.31

 

DEVOCIONAL DIÁRIO

Segunda – At 10.34 Deus não faz acepção de pessoas

Terça – Rm 3.9 Judeus e gentios estão perdidos

Quarta – 1Co 3.21-23 Em Cristo tudo é nosso

Quinta – Gl 5.1 Cristo nos libertou para a liberdade

Sexta – Lc 15.9,10 A restauração do perdido deve trazer alegria

Sábado – Rm 12.15 O crente se alegra com as alegrias do outro

 

 

LEITURA BÍBLICA

Lucas 15.25-31

25       Ora, o filho mais velho estivera no campo; e, quando voltava, ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças.

26       Chamou um dos criados e perguntou-lhe que era aquilo.

27       E ele informou: Veio teu irmão, e teu pai mandou matar o novilho cevado, porque o recuperou com saúde.

28       Ele se indignou e não queria entrar saindo, porém, o pai, procurava conciliá-lo.

29       Mas ele respondeu a seu pai: Há tantos anos que te sirvo sem jamais transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito sequer para alegrar-me com os meus amigos;

30       vindo, porém, esse teu filho, que desperdiçou os teus bens com meretrizes, tu mandaste matar para ele o novilho cevado.

31       Então, lhe respondeu o pai: Meu filho, tu sempre estás comigo; tudo o que é meu é teu.

Texto completo: Lucas 15.11-32

 

Hinos da Harpa: 166 – 564

  

O IRMÃO DO FILHO PRÓDIGO QUE FICOU NO LAR

 

ORGANIZAÇÃO DESTA LIÇÃO NA REVISTA:

INTRODUÇÃO

I. CARACTERÍSTICAS DA PARÁBOLA

O Pai Lc 15.20

O filho mais velho Lc 15.25


II. LIÇÕES DA PARÁBOLA

Um coração amargurado Lc 15.29

Não se alegra com o irmão Lc 15.30

Não conhecia o que possuía Lc 15.31

 

III. CONCLUSÕES DA PARÁBOLA

Deus resiste ao orgulhoso Lc 15.32

Convite ao arrependimento Lc 15.10

Qual a nossa decisão? Lc 15.32

 

 

INTRODUÇÃO

Muitos acreditam que o tradicional título “parábola do Filho Pródigo” não faz jus à narrativa, pois ignora a segunda metade da parábola. Outros nomes mais adequados foram sugeridos, como: “parábola do Pai que ama” ou “parábola do Pai misericordioso”, ou, ainda, “parábola do Pai compassivo e os seus dois filhos perdidos”.

 

I. CARACTERÍSTICAS DA PARÁBOLA

1. O Pai. O coração de Deus é revelado e exposto nesta parábola. O pai da parábola não ama com palavras, mas com atos concretos. Aliás, na Bíblia Sagrada, o amor não se verbaliza, apenas se demonstra. O mais conhecido versículo da Bíblia prova isso: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16).

Vejamos o caráter desse Pai:

a) Ele é um Pai misericordioso. Isso é a coisa mais importante a ser dita. Ele é um pai cheio de misericórdia. Ele é misericordioso com o filho que saiu de casa, e é misericordioso com o filho que ficou, embora o que ficou seja um religioso legalista. Um era inconsequente e desajuizado; o outro, cheio de cobranças e exigências, que achava que o pai lhe devia o universo inteiro. O pai é misericordioso com os dois.

b) Ele é um Pai cheio de graça. Ele não soma o débito do filho mais moço, mas também não soma o crédito do filho mais velho. Os dois são tratados com graça ou favor imerecido. O questionamento do filho mais velho era: “Ele não merece”. O pai não discute isso, apenas diz: “Ele é meu filho. Estava morto e reviveu. Vamos celebrar!” Martinho Lutero disse: “O amor de Deus não se destina ao que vale a pena ser amado. O amor de Deus cria o que vale a pena ser amado”. Pense nisso.

Graça é Deus chamando. Graça é Deus vindo ao nosso encontro. Graça é Deus dizendo: “Você não merece, mas eu dou”. Graça são os braços de Deus abertos e estendidos para nós. Graça é um golpe na arrogância religiosa de quem se julga digno.

c) Ele é um Pai que não soma créditos. Se, de um lado, o Pai recebe de volta o filho que esbanjou seus recursos (os recursos eram do Pai, pois ainda vivia) de maneira irresponsável, sem levar em conta seus débitos, de outro lado, acolhe o filho que ficou em casa e se achava virtuoso e corretíssimo, sem levar em conta seus supostos créditos. O primeiro filho diz que se contentaria em ser um empregado, já que filho e herdeiro não poderia mais sê-lo; e o outro, furioso e ofendido, dizia que não recebera tudo quanto merecia, pois nem mesmo um cabrito lhe fora dado. Mas o Pai não faz distinção entre devedores e credores. Simplesmente trata graciosa e amorosamente os dois.

Rubens Alves, em um artigo, colocou as coisas da seguinte maneira: “Disse o filho mais moço: – Pai, peguei o dinheiro adiantado e gastei tudo. Eu sou devedor, tu és credor. Respondeu-lhe o pai: – MEU FILHO, EU NÃO SOMO DÉBITOS. Disse o mais velho: – Pai, trabalhei duro, não recebi meus salários, não recebi minhas férias e jamais me deste um cabrito para me alegrar com os meus amigos. Eu sou credor, tu és devedor. Respondeu-lhe o pai: – MEU FILHO, EU NÃO SOMO CRÉDITOS”.

É bom lembrarmos mais uma vez que o público que ouvia essa parábola se constituía em publicanos e fariseus murmuradores e cheios de si (Lc 15.1-2).

2. O filho mais velho. A narrativa vinha sendo esboçada com extrema doçura, até que surge o segundo personagem, mencionado apenas rapidamente no início da parábola, quando Jesus disse que havia dois filhos. Agora, o caráter desse segundo filho é detalhado, e a diferença entre os dois é gritante. Incrivelmente, Jesus constrói a história inicialmente com o filho mais moço longe de casa e o mais velho presente em casa; e depois, conclui com o filho mais novo em casa e o mais velho recusando-se a entrar em casa. Não parece haver dúvidas de que o filho mais velho representa os religiosos que estavam ouvindo Jesus, os quais se consideravam superiores aos demais pecadores. Vejamos alguns aspectos do caráter desse rapaz:

Ele queria castigo e julgamento para seu irmão.

Ele não consegue se referir ao outro como seu irmão, antes, o despreza.

Seu orgulho por se achar superior o faz ver o irmão como “amante de prostitutas” Como concluiu isso?

Ele traz à tona, e em cores vivas, o pecado do outro, para humilhá-lo.

O Pai o via como privilegiado, mas ele se via como lesado.

“Nosso melhor serviço não nos torna credores do céu”

 

 

II. LIÇÕES DA PARÁBOLA

Na lição anterior, estudamos os pontos negativos e positivos que aprendemos com o filho caçula. E o filho mais velho, quais suas atitudes e o que elas nos ensinam?

1. Um coração amargurado. A enxurrada de palavras que diz ao velho pai apenas revelava sentimentos mesquinhos, acumulados por muitos anos. Ele acusa o pai de nunca o valorizar. Ele fazia tudo correto e justo aos seus próprios olhos. Trabalhava como um camelo, via-se como um filho padrão; e agora, não entendia como o pai ficou tão cheio de ternura com a volta do seu irmão imoral. Na verdade, ele representa aquele tipo de gente mal resolvida, que vê os outros como concorrentes do amor que ele não sabe se tem. O jogo que ele joga não era o do amor, mas o da comparação. Daí o motivo de tanto ressentimento.

Como é possível alguém ter um pai tão doce, tão cheio de ternura, e viver tão amargo e cheio de azedume? A qualidade de vida desse moço era muito pobre. E a nossa vida? Corresponde à grandeza do caráter e ao investimento que o nosso Deus tem feito em nós? John Maxwell disse: ‘”Pessoas suscetíveis à mágoa tendem a encontrar ofensas onde elas não existem”.

2. Não se alegra com o irmão. Na verdade, sua reação foi oposta. Ele se encheu de raiva e indignação. “Como ele teve coragem de voltar?”, quem sabe, pensou. O irmão mais velho se recusa a entrar na casa e participar da festa. Sua atitude era mais ou menos essa: “Não quero ter participação nisso”. Ou então: “Não me associarei a esse liberalismo frouxo. Meu irmão não merece festa”. Seu coração era firio e distante em relação às alegrias do Pai. Ele era muito parecido com os fariseus e vice-versa. Como sei disso? No início do capítulo 15 de Lucas, o evangelista diz que os fariseus acusaram Jesus de receber pecadores e comer com eles. Na parábola, é exatamente isso que o pai faz com o filho pródigo, sob o olhar reprovador do irmão mais velho. E nós? Alegramo-nos com aquilo que alegra o coração de Deus?

3. Não conhecia o que possuía. Ao reclamar de nunca ter tido nem um cabrito para comer com os amigos, o pai lhe responde ternamente: “Meu filho, tu sempre estás comigo; tudo o que é meu é teu”.

Quase dá para ouvir o pai dizendo que ele também era filho e, dentro dos limites da fazenda, ele também podia se alegrar e celebrar. Não havia razão para viver aquela vida pesada, legalista e medrosa dentro de casa. Isso porque ele mesmo havia confessado que agia como um escravo do seu pai. Mas ele não era escravo, era filho, e igualmente amado.

“Não há poder ou força no universo maior do que o amor.”

 

III CONCLUSÕES DA PARÁBOLA

1. Deus resiste ao orgulhoso. Há aqueles que se veem justos aos seus próprios olhos. Pessoas assim nunca sentem que são tratadas tão bem como entendem merecer. Estão sempre insatisfeitos e melindrados. Ele extravasa seus recalques quando diz que o pai nunca lhe deu sequer um cabrito (muito menos um novilho) para uma festa com os amigos (que seriam respeitáveis, e não como os colegas do seu irmão). Não, ele não iria dar boas-vindas ao seu irmão. Seu senso de justiça própria, baseado nos “méritos” não o permitia. Ele não entendia o coração bondoso do pai que, não obstante saber o que o filho merecia, resolveu não somar débitos e tratá-lo bem, como estava fazendo. Esse rapaz nunca conheceu de verdade o pai que tinha. Sua relação com o Pai era utilitarista. Muitos hoje vivem assim, embora estejam dentro das igrejas.

O orgulho derrubou a Satanás, e, por sua vez, foi o pecado que este ensinou e deixou como herança à raça humana. Joel Beeke diz: “O orgulho foi o primeiro pecado no Paraíso e o último que largaremos na morte”. Que isso nos cause temor!

2. Convite ao arrependimento. Deus está o tempo todo de braços abertos para todos os que estão longe Dele, mesmo aqueles que “estão em dia” com sua religiosidade. Todos são convidados a voltar para o Pai. Se houver arrependimento, ninguém será rejeitado. O convite ao arrependimento é universal. É interessante que, quando pregava o seu batismo de arrependimento, João Batista olhou para os religiosos dos seus dias (que não reconheciam João) e disse: “Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento” (Mt 3.8).

2. Qual a nossa decisão? Finalmente, a parábola termina sem terminar, ficando em aberto. Não sabemos (pois Jesus não continua) se o filho mais velho mudou suas atitudes; nem mesmo como foi dali para a frente o viver do filho mais novo, considerando o amor paternal que lhe acolheu e deu boas vindas. E como termina? Suspense. Teria o filho mais velho entrado para a festa? Acredito que nós devemos responder, e assim, continuar a parábola em nosso viver. O fato de Jesus deixar o final em aberto é um consolo para todos nós. Ainda podemos fazer a coisa certa.

 

 

APLICAÇÃO PESSOAL

Consideremos que Jesus deixou o final da parábola em aberto com um propósito, de fazermos a coisa certa, amando nossos irmãos. a despeito de seus problemas e fracassos, e não como agiu o irmão mais velho. O amor encobre multidão de pecados.

 

 

RESPONDA

1)        Na parábola, quem o filho mais velho representa?

2)        Mencione uma lição que aprendemos com o filho que ficou.

3)        Qual o ensinamento por trás do fato de a parábola terminar em aberto?