quarta-feira , 21 novembro 2018
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Lição 03 – Crescimento e Segurança

A lição de hoje trata de dois aspectos importantes no que diz respeito à santificação cristã.

O primeiro deles é o cres­cimento na graça. Há, nos dois primeiros tópicos da lição, uma abordagem bastante prática so­bre o assunto. Sugerimos que enfatize a praticidade que ele exi­ge. Use o quadro para pontuar os versículos e as orientações práticas desta seção.

O terceiro tópico aborda o se­gundo tema da lição: a segurança da salvação. Assim como no pri­meiro assunto, pontue no quadro os versículos bíblicos, enfatizando a praticidade da questão aborda­da. Demonstre como a má com­preensão afeta negativamente o nosso dia a dia como cristãos.

OBJETIVOS

  • Compreender a importân­cia do crescimento na graça;
  • Praticar os meios para cres­cer na graça;
  • Entender a segurança da salvação.

PARA COMEÇAR A AULA

Comece a aula exibindo o se­guinte vídeo no Datashow: “Cassiane – Avivamento”. Ou, se preferir, reproduza este louvor em um Player. Peça aos alunos para prestarem atenção à letra e depois comentarem.

Em seguida, escreva no quadro a seguinte frase: “Para que haja ge­nuíno avivamento é preciso cresci­mento na fé”. Organize um pequeno debate, demonstrando a impos­sibilidade de Deus derramar um avivamento espiritual verdadeiro sem que a Igreja brasileira deseje realmente crescer na fé.

LEITURA COMPLEMENTAR

A santificação na chamada pós-modernidade precisa ser afinada pelo diapasão do Espírito Santo de Deus. Tratando da santidade assim, talvez alguém pense que estamos procurando exagerar a importância da vida espiritual de cada crente em particular, e que esteja substituindo o “nós” do Novo Testamento pelo egoístico “eu”. Mas, lembro-me que alguém dis­se: que cem pianos afinados pelo mesmo diapasão, estão automaticamente afinados uns pelos outros. Quando foram ajustados assim adquiriram essa unidade de som, não uns dos outros, mas de um outro instrumento, ao qual todos devem sua totalidade. Assim também, se cem crentes estão reunidos, e cada um olhar para Cristo, nos seus corações, eles estão mais ligados entre si, do que se passassem a buscar esta unidade, mas, para isto, desviássemos olhos de Deus. Assim sendo, toda a igreja é aperfeiçoa­da quando a vida de cada crente é purificada. O corpo de Cristo torna-se mais vigoroso à medida que seus membros se tornam mais saudáveis. A igreja de Deus, no seu todo, só tem a lucrar quando os membros que a compõem começam a buscar uma vida melhor e mais santificada.

Tudo o que dissemos aqui pressupõe um verdadeiro arrependimento e uma completa rendição da vida ao Senhor. É quase desnecessário men­cionar esse fato, porque somente as pessoas que se arrependeram dessa maneira terão meditado nestas verdades. Podemos observar pelo que está sendo ministrado, que a Bíblia afirma com muita clareza, que fomos eleitos “desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito” (II Tessalonicenses 2:13)

Esta verdade está implícita no evangelho de João 19:34, que diz que o lado ferido do corpo de Jesus fluiu, a um só tempo, sangue e água, “e logo saiu sangue e água”, (a) O sangue de Cristo nos redime de todo o pecado, (b) A água nos lava de todas as impurezas pecaminosas.

 

OUÇA A LIÇÃO

Estudada em 22 / 04  / 2018

 

DEVOCIONAL DIÁRIO

Segunda – Jo 15.8 Necessidade de frutificar

Terça – Jo 15.16 Salvos para frutificar

Quarta – Tg 4.4 Amigos de Deus

Quinta – Jo 6.37 Jesus, nosso Salvador

Sexta-SI 23.4 Deus, nossa segurança

Sábado – Rm 8.16 Testificação espiritual

 

Lição 3 – CRESCIMENTO E SEGURANÇA

 

TEXTO ÁUREO

“Crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.”

 

LEITURA BÍBLICA

2 Pedro 3.15-18

  • e tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor, como igualmente o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada,
  • ao falar acerca destes assuntos, como, de fato, costuma fazer em todas as suas epístolas, nas quais há certas coisas difíceis de entender, que os ig­norantes e instáveis deturpam, como também deturpam as demais Escritu­ras, para a própria destruição deles.
  • Vós, pois, amados, prevenidos como estais de antemão, acautelai-vos; não suceda que, arrastados pelo erro desses insubordinados, descaiais da vossa própria firmeza;
  • antes, crescei na graça e no conhe­cimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, tanto agora como no dia eterno.

Hinos da Harpa: 177 – 244

 

INTRODUÇÃO

Um crente nominal, cuja fé é me­ramente expressão religiosa, não poderá estar seguro de sua salva­ção e nem desejará crescer na gra­ça, Porém, para todo aquele que foi realmente regenerado, estas duas perguntas são importantes: Estou seguro da minha salvação? Estou crescendo na fé cristã? As respostas têm a ver com a operação da santifi­cação ou falta desta.

I- CRESCIMENTO

1. A realidade. O crescimento na graça e no conhecimento do Se­nhor é a melhor evidência de saúde e prosperidade espirituais do salvo na caminhada de santificação (2Pe 3.18). Observe as analogias com a natureza. Nos casos de uma criança, flor ou árvore, estamos bem cons­cientes de que alguma coisa está errada quando não há crescimen­to. A vida em uma pessoa, um ani­mal ou vegetal, sempre se mostrará saudável através do seu respectivo crescimento e progresso. Outro tan­to sucede no caso de nossa alma. Se ela está crescendo e progredindo, frutificará a seu tempo (Jo 15.8).

Além disso, o crescimento na graça e no conhecimento de Cristo é a única maneira de nos sentir­mos contentes em nossa caminha­da de fé. Deus vinculou sabiamen­te o nosso conforto espiritual ao nosso crescimento e santificação. De forma muito graciosa, Deus fez isso para o nosso próprio interes­se, para que avancemos e tenha­mos alvos elevados “em Cristo” na nossa vida espiritual.

2. Agrada a Deus. Além de funcionar como um termômetro da saúde espiritual e da alegria do crente, o crescimento na graça e no conhecimento de Jesus também agrada a Deus.

Sem dúvida, pode parecer ma­ravilhoso que algo feito por cria­turas como nós possa dar prazer ao Deus Altíssimo. Porém, assim acontece. As Escrituras aludem a um tipo de conduta que agrada a Deus (Cl 1.9-12).

Há, por exemplo, sacrifícios com os quais “Deus se compraz” (lTs 4.1; Hb 13.16). O agricultor gosta de ver as plantas nas quais ele investiu o seu trabalho florescendo e produ­zindo frutos, tal como Jesus exem­plificou (Jo 15.16).

3. Os sinais. O cristão cuja alma está crescendo possui maior percepção da sua própria indigni­dade e pecaminosidade. Quanto mais um crente se aproxima de Deus e percebe Sua perfeita santi­dade, mais se tornará sensível em relação à sua própria indignidade e imperfeição; ou seja, a sua hu­mildade estará sempre aumentan­do à medida que cresce espiritual­mente (Fp 3.12).

Além disso, tal cristão compro­metido sempre será mais vigilante sobre a própria conduta em cada aspecto da vida. Ele é o que mais se esforça por estar conformado à imagem de Cristo em todas as áreas e busca segui-lo como seu exemplo pessoal, ansiando ter sua vontade totalmente submissa à vontade de Deus (Fp 3.13).

O crente que realmente está cres­cendo se interessará mais intensa­mente pela salvação dos pecadores. As missões na própria pátria e no estrangeiro, os esforços por aumen­tar a luz espiritual no mundo, ocupa­rão lugar de destaque na atenção do crente em crescimento (2Co 12.15).

 

II – OS MEIOS DO CRESCIMENTO

 

1. Público e coletivo. Outra qualidade essencial ao cresci­mento na graça é o cuidado no uso dos meios públicos de adora­ção, os quais são postos à disposi­ção de uma pessoa que é membro de uma igreja local e visível de Cristo.

Nessa categoria estão inclu­sos: a adoração regular, a oração coletiva com o povo de Deus, o louvor público, a pregação da Pa­lavra de Deus e as ordenanças do Batismo e da Ceia do Senhor. As maneiras como esses meios pú­blicos da graça são utilizados têm muito a ver com o crescimento espiritual do cristão.

É fácil um crente descompromissado com a causa de Cristo utilizar desses meios de uma maneira fria e desinteressada. Desta maneira, se quisermos crescer espiritualmente, teremos de ser vigilantes nesse par­ticular a fim de não entristecermos o Espírito Santo e virmos a ser imensa­mente prejudicados em nosso culto a Deus. Esforcemo-nos por servir e adorar ao Senhor de maneira dili­gente e cuidadosa (Ec 9.10).

2. Particular e pessoal. Um fator essencial ao crescimento es­piritual é a diligência no uso das disciplinas cristãs pessoais. Den­tro dessa categoria estão inclusos: uma atitude de constante oração, o estudo contínuo e diligente das Escrituras, a meditação nelas e o autoexame constante, além da prática diária da Palavra.

O crente que não se esforça por buscar estas disciplinas cristãs não pode nem mesmo esperar crescer. Tais disciplinas são consideradas essenciais para viver os princípios espirituais do Evangelho de Cristo. Se uma pessoa errar quanto a esse ponto, errará em tudo o mais.

Desta maneira, estas são as razões fundamentais pelas quais tantos cristãos professos param de avançar: são descuidados e indisci­plinados no tocante às suas orações particulares, estudam pouco a Bí­blia e, por isso, quase não têm vitali­dade espiritual (Pv 13.4).

3. Vigilância e cuidado. Para que haja verdadeiro crescimento espiritual (na graça, no conheci­mento de Jesus, na fé), devemos ser vigilantes quanto ao seguinte: nosso temperamento, uso que fazemos da língua, cumprimento das diversas relações na vida e emprego que fa­zemos do nosso tempo e talentos.

Devemos ter por alvo revelar uma vida cristã tão exuberante que, tal qual a seiva de uma árvore, atin­ja até o menor “ramo” e “folha” do nosso caráter, santificando-nos em tudo. Essa é uma das maneiras de expressarmos o nosso crescimento.

Talvez nada afete mais o caráter de um crente do que o tipo de com­panhia com quem ele anda. Pode­mos adquirir os modos e os hábitos daqueles com quem convivemos e falamos e, infelizmente, descuidos nessa área podem nos fazer absor­ver de companhias de comporta­mentos pecaminosos, muito mais o mal do que o bem. Ora, se um cristão professo deliberadamente resolve ser amigo íntimo daque­les que não são amigos de Deus, se apegando ao mundo como eles, sem dúvida a sua alma será preju­dicada nesse processo (Tg 4.4).

 

III – SEGURANÇA DA SALVAÇÃO

1 . A firme esperança. Uma pes­soa pode participar de uma igreja local, fazendo e cumprindo todos os ditames religiosos e, mesmo assim, nunca usufruir uma firme esperança, como aquela que foi expressa pelo apóstolo Paulo (1Ts 1.3).

A crença que se expressa como um vislumbre de ser aceito por Deus é uma coisa; mas a certeza de fé que nos faz gozar de alegria e paz em nossa caminhada cristã, transbor­dando de esperança, é algo inteira­mente diferente. Todos os filhos de Deus, ou seja, aqueles que nasceram de novo, sentem a segurança como “âncora da alma” de que têm uma esperança inabalável (Hb 6.17-20).

Mediante a graça divina, um crente pode ter fé suficiente para abrigar-se seguramente em Cris­to; no entanto, muitos, por falta de crescimento espiritual adequado, talvez nunca venham a libertar-se de suas grandes ansiedades, dúvi­das e temores, perdendo qualidade e vitalidade em suas experiências com Cristo.

Mas há uma boa notícia: o crente pode e deve ter a comple­ta e real segurança de sua própria salvação no Senhor Jesus Cristo, sem restar nenhuma dúvida quan­to a isso (Jo 6.37).

2. Podemos ter certeza? Há inúmeros crentes em nossas igrejas locais que não têm “plena certeza de fé” (Hb 10.22). Essas pessoas não sabem dizer com certeza se os seus pecados foram totalmente perdoa­dos e, obviamente, sequer podem dizer com convicção que são salvas e estão indo para o Céu. Isso nos impõe uma questão: “Podemos ter certeza da salvação?”

Podemos, sim! Há três razões que nos fornecem muitas provas para que tenhamos plena confiança da nossa salvação:

a) A firmeza das promessas, na Palavra de Deus, a nos afirmar que temos a vida eterna “agora” (Jo 3.36; 5.24;10.28-29; Rm 10.9-10; 1jo 5.13)

b) A perfeita obra de Cristo a nos assegurar a salvação plena (Ef 2.8- 9; Tt 3.4-7; Hb 9.26-28).

c) O inequívoco testemunho do Espírito Santo no íntimo a nos con­firmar a salvação como “filhos de Deus” (Ef 1.13-14; Rm 8.16).

Há crentes que, em vez de man­terem seus olhos fitos no Senhor Jesus Cristo, e através Dele gozar a plena certeza da salvação, muitas vezes se voltam para si mesmos e dão mais ênfase às suas incapacidades e falhas, tornando-se inseguros e inconstantes.

Consideremos que o crente que se sente seguro de sua salvação trabalha muito mais e melhor para Deus, pois percebe melhor a ação divina, vive os valores e bênçãos do Reino, desfrutando da plenitude da alegria da salvação.

Cada crente deve se perguntar: Já nasci de novo? A certeza, ou a fal­ta dela, é que mostrará em primeira mão se a pessoa está “dentro” ou “fora”, confiante ou insegura quanto à sua salvação.

3. Oposição à segurança. A doutrina da segurança da salvação incomoda algumas pessoas, prova­velmente por se sentirem inseguros de sua própria posição espiritual e parecerem ficar perturbados e ofendidos quando ouvem sobre essa doutrina bíblica. Não gostam que outros se sintam confortáveis e seguros em Cristo, porquanto eles mesmos nunca se sentem assim.

Há os crentes legalistas que acreditam que podem agradar a Deus com suas boas obras. Há tam­bém os presunçosos, tais como: o fariseu (Lc 18.9-14); o religioso zeloso (Rm 2.17-23); os “crentes” professos (Mt 7.21-23); os “cren­tes” relaxados (Mt 25.1-13), que pensam estar seguros e confun­dem predestinação com segurança de salvação. A segurança da salva­ção é uma realidade e uma verdade bíblica incontestável para aqueles que a experimentam (Rm 8.16).

 

APLICAÇÃO PESSOAL

Sabendo que temos recebido de Deus plena salvação, tenhamos firmado no coração a “certeza de fé” inabalável de que estamos se­guros em Cristo, experimentando continuamente a santificação e o pleno crescimento espiritual.

 

RESPONDA

  • O Crescimento do cristão evidencia o quê?
  • Vigilância, leitura da Bíblia, culto pessoal, são o quê?
  • É possível ter segurança da Salvação?