quarta-feira , 21 novembro 2018
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Lição 01 – Sem Santificação Ninguém Verá o Senhor

REVISTA SANTIFICAÇÃO E A HISTÓRIA DA ASSEMBLEIA DE DEUS

LIÇÃO 01

SEM SANTIFICAÇÃO NINGUÉM VERÁ O SENHOR

 

OBJETIVOS:

• Conceituar santificação;
• Diferenciar santificação e santidade;
• Compreender a importância da santificação pessoal.

 

PARA COMEÇAR A AULA

Querido professor, escreva no quadro as palavras SANTO, SANTIFICAÇÃO e SANTIDADE com letras grandes. Peça aos alunos para falarem o que vem à cabeça quando pensam nestes termos. Em seguida, comente as frases ditas por eles, consertando com calma possíveis equívocos. Ao lado da palavra SANTO, escreva POSIÇÃO EM CRISTO. Ao lado de SANTIFICAÇÃO, escreva PROCESSO CONTÍNUO, e ao lado de SANTIDADE, escreva EXPRESSÃO DE FÉ CRISTÃ. Explique à classe que são conceitos similares, cujos significados às vezes se interpõem; são partes inerentes à salvação.

RESPOSTAS 

1) Santificação
2) Santidade
3) Santificação

 

Lição 1 – Sem Santificação Ninguém Verá o Senhor

LEITURA COMPLEMENTAR

A santificação é uma doutrina sadia. Foi o próprio Senhor que através de seu servo Josué procurou impetrar na nação de Israel essa ordem definitiva para o povo, antes de entrarem na terra prometida. Eles tinham que vivenciar a responsabilidade plena de santidade, e esse era o meio mais eficaz para a conquista do seu povo que vivia debaixo das muitas promessas do Altíssimo. Josué conhecedor dessa doutrina disse assim: “Santificai-vos. Porque amanhã fará o Senhor maravilhas no meio de vós” (Josué 3;5)

Deus estabeleceu esse ensinamento à nação, devido a necessidade de ter um povo totalmente diferente dos outros povos da terra; a sua aliança estava impregnada na história daquele povo e tudo teria que acontecer debaixo de uma graça muito diferenciada, principalmente para eles que viviam da dispensação da lei.

Se os hebreus quisessem êxito dali para frente, teriam que ardentemente buscar e vivenciar a proposta de santidade na presença de Deus de Israel. Como é maravilhoso viver debaixo de uma liderança que sabe dire-cionar os seus liderados a buscarem ardentemente a santificação. Glória a Deus! O líder Josué era assim.

A palavra Santificação (gr. Hagíasmos) significa “tornar santo”, “consagrar”, “separar do mundo” e “apartar-se do pecado”, afim de termos ampla comunhão com o Senhor e servi-lo com muita alegria. “…Santificação…” é a tradução do termo grego “hagíamos”, que se deveria da raiz “agos”, isto é, algo que impõe “respeito religioso”. 0 apóstolo Pedro servo de Jesus Cristo, se via muito envolvido com a santificação, como meio receber a riqueza da graça e a abundância de paz, ele escreve a sua epístola dessa forma: “Eleitos a presciência de Deus Pai, em santificação do espírito, para obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: graça e paz vos sejam multiplicadas” (I Pedro 1;2).

Livro: “Santificação na visão da pós-modernidade” (BOAS, Lauri Franco Villa. Rio de Janeiro. Maia Gráfica e Editora, 2014. Págs. 17-18).

DEVOCIONAL DIÁRIO

Segunda – Rm 5.1 Paz com Deus

Terça – Jo 17.17 Verdade que santifica

Quarta – Ef 5.27 Igreja perfeita

Quinta – Rm 8.29 Cristo, nosso modelo

Sexta – 1 Jo 3.9 Abandone o pecado

Sábado – Jo 15.5 Cristo, nossa base

 

TEXTO ÁUREO
“Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.” Hb 12.14

LIÇÃO 1

SEM SANTIFICAÇÃO NINGUÉM VERÁ O SENHOR

 

Estudada em 08/04/2018

 

LEITURA BÍBLICA

Hebreus 12.14-17
14 Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor,
15 atentando, diligentemente, por que ninguém seja faltoso, separando-se da graça de Deus; nem haja alguma raiz de amargura que, brotando, vos perturbe, e, por meio dela, muitos sejam contaminados;
16 nem haja algum impuro ou profano, como foi Esaú, o qual, por um repasto, vendeu o seu direito de primogenitura.
17 Pois sabeis também que, posteriormente, querendo herdar a bênção, foi rejeitado, pois não achou lugar de arrependimento, embora, com lágrimas, o tivesse buscado.

 

Hinos da Harpa: 311-186

 

SEM SANTIFICAÇAO NINGUÉM VERÁ O SENHOR

 

INTRODUÇÃO

I. SANTO
1. Você é santo 1Jo 3.3
2. Devemos ser santos Rm8.2
3. Conforme Jesus Jo 15.5

 

II. SANTIFICAÇÃO
1. Aspectos da Salvação Ef 5.26
2. Santificação necessária Tg 2.17-20
3. Santificação praticada l Jo 3.9

 

III. SANTIDADE
1. O que não é santidade Hb 12.14
2. Santidade diária Rm 8.29
3. Santidade possível lPe 5.5

 

APLICAÇÃO PESSOAL

 

INTRODUÇÃO

A santificação é o processo contínuo que tem início quando o perdido crê em Jesus e o recebe como seu único e suficiente Salvador e Senhor e prossegue até receber um corpo glorioso (ljo 3.2],
Santo, santificação e santidade são conceitos similares, cujos significados às vezes se interpõem; são partes inerentes à salvação. Santo indica a posição do crente conferida no ato da regeneração, quando Deus separa povo ou pessoa para si (Lv 19.2; ICo 1.2). Santificação é o longo processo de adequação do caráter à semelhança de Cristo (Rm 6.19,22; 1Pe 1.2,15). Santidade é a expressão da vida de Deus no crente (Êx 39.30; 2Co 1.12).
Convém notar que, historicamente, o movimento pentecostal aconteceu na esteira do movimento de santidade, que primava pelo aperfeiçoamento espiritual através da santificação operada pelo Espírito Santo na vida dos crentes.

I. SANTO
Santo indica a posição do crente conferida por Jesus no ato da conversão (1Co 1.2).

1. Você é santo. A palavra “santo” (no Grego: hagios – no Hebraico: kadosh significa “separado, puro”. Portanto, santo é aquele que foi separado por Deus para viver a vida de Deus. Sem santificação “ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14). Sem dúvida, isto deve nos fazer reconsiderar nossos caminhos e reexaminar nossos corações.
Talvez alguém diga: “É impossível que alguém seja santo e, ao mesmo tempo, capaz de conduzir os negócios desta vida!” No entanto, isso pode ser feito, sim! Com Cristo em nós e vivendo através de nós, tudo é possível. Nossa tarefa é esta: “E a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro” (ljo 3.3).

2. Devemos ser santos. Acima de tudo, devemos ser santos porque a voz do Senhor nos ordena claramente: “Santos sereis, porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo” (Lv 19.2). Devemos ser santos porque essa é a grandiosa finalidade e propósito daquilo que Cristo veio fazer no mundo: nos tornar semelhantes a Ele (1jo 3.2).
Em suma, falar que os homens são salvos da culpa do pecado sem que, ao mesmo tempo, sejam salvos do domínio do pecado em seus corações, é contradizer o claro testemunho das Escrituras.
Jesus é o Salvador completo. Ele não somente tira a culpa do pecado de um crente, mas realiza muito mais: Ele quebra o poder do pecado: “Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte” (Rm 8.2).

3. Conforme Jesus. Você quer ser santo? Quer viver como uma nova criatura? Então terá de começar com Cristo! Simplesmente não conseguirá fazer coisa alguma e nem obterá qualquer progresso sem primeiro entregar tudo a Ele. Ele é a raiz e o começo de toda a santidade. A única maneira de alguém se tornar santo é se, mediante a fé, unir-se totalmente a Ele. Para os crentes, Cristo não se trata apenas de sabedoria e justiça para a vida, mas também a garantia de sua própria santificação através do Espírito (2Ts 2.13).
Algumas vezes, alguns procuram se tornar santos por seus próprios esforços, labutando e se esforçando imensamente para fazer pequenas modificações comportamentais, mas isso se mostra completamente inútil. Estão começando pelo lado errado, como quem constrói sobre a areia (Mt 7.26).
Ninguém pode lançar outro fundamento para a santidade além daquele que foi lançado: Cristo Jesus! (ICo 3.11). Jesus disse: “Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer” (Jo 15.5).

 

II. SANTIFICAÇÃO

Santificação é o processo continuado de adequação do caráter à semelhança de Cristo (Rm 6.19,22; lPe 1.2,15).

1. Aspectos da Salvação. No que diz respeito à salvação, Cristo realiza uma obra espiritual completa. Ele opera tanto a regeneração como a justificação daquele que se converte pela fé ao Senhor. Regeneração e quando nascemos de novo (Jo 3.3). A justificação é quando Deus declara que o homem é justo, isto é, sem nenhuma culpa, e isto com base nos méritos do Senhor Jesus Cristo: “Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas” (Rm 3.21).
Estes atos divinos conjuntos, justificação e regeneração, definem a nova posição espiritual do indivíduo, que passa da condição de inimigo de Deus para a de amigo, servo e filho de Deus (Ef 2.14- 16; Rm 5.1).
Assim, perante Deus, todos os salvos em Cristo (a Igreja) já são considerados santos e justos perante Seus olhos: “Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, para que a santificasse, tendo-a purificado…” [Ef 5.26)

2. Santificação necessária. Espera-se que a pessoa que é regenerada e justificada deseje natural e ardentemente andar na Sua luz. Assim, o santificado em Cristo se esforça para purificar-se a si mesmo, como Cristo é puro (Ap 22.11; lPe 3.15). Esse é o início do processo de santificação.
Certamente, a salvação é recebida gratuitamente unicamente pela fé em Cristo: “Porque pcl.i graça sois salvos, mediante a lé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” [Ef 2.8-9). Porém, a fé que não envolve uma influência santificadora sobre o caráter da pessoa não é melhor que a “fé dos demônios”, que creem e tremem, mas continuam demônios [Tg 2.19). Antes, é morta, por ser apenas adesão intelectual a um conjunto de crenças religiosas.
A suposta união com Cristo que não vem a produzir qualquer efeito sobre o coração e a vida de uma pessoa não passa de uma mera união formalista e religiosa, portanto, indigna diante de Deus [Tg 2.17-20).

3. Santificação praticada. Aquele que nasceu de novo [feito uma nova criatura em Cristo), recebeu regeneração espiritual e, por conseguinte, uma nova natureza, a natureza espiritual de Cristo Jesus. Passa, então, a viver uma nova vida em santidade e justiça diante de Deus.
Desta maneira, uma “regeneração” que permita a alguém viver descuidadamente no pecado ou no mundanismo é, na verdade, uma mentira inventada pelo inimigo de nossas almas, pois tal conceito jamais é referendado pelas Escrituras.
Portanto, não nos enganemos: onde não há santificação, não há regeneração; ou seja, onde não há vida santa, não há novo nascimento. Aquele que nasceu de Deus é aquele em que permanece “a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus” (ljo 3.9).

 

III. SANTIDADE

Santidade é a expressão da vida de Deus no crente (Êx 39.30; 2Co 1.12).

1. O que não é santidade. Há “crentes” que sentem orgulho de sua própria “santidade” superficial, enquanto seus familiares e amigos não veem qualquer melhoria em sua conduta e no seu temperamento. Este falso alarde provoca um dano imenso à causa de Cristo.
jamais devemos nos esquecer: a verdadeira santidade não consiste em meras sensações e impressões internas. Ela envolve muito mais do que emoções, lágrimas, suspiros, apego apaixonado a pregadores favoritos ou a credos religiosos.
Movimentos que se pronunciam em prol da santidade, mas que produzem conflitos entre os filhos de Deus deve ser visto como algo suspeito.

2. Santidade diária. Precisamos de algo mais do que meras generalizações sobre a vida santa, as quais com frequência não acusam nossa consciência nem nos deixam envergonhados diante de nossos pecados recorrentes. A verdadeira santidade consiste em realizar atos santos e suportar as tentações no dia a dia, como uma demonstração prática de que, de fato, recebemos o novo nascimento.
Em outras palavras: a verdadeira santidade é a nossa conformação à imagem de Cristo, que pode ser observada por outras pessoas em nossa vida particular, hábitos e caráter: “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos” (Rm 8.29).

3. Santidade possível. Por causa das ricas promessas de Deus, todos os crentes são exortados pelas Escrituras: “…puri- fiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus”; e também: “… deixemo-nos levar para o que é perfeito” (2Co 7.1; Hb 6.1).
Muito embora a perfeição literal, ou seja, a total e completa libertação da presença do pecado em pensamento, palavra ou ação, neste mundo, seja um alvo inatingível para qualquer ser humano, devemos prosseguir para viver a santificação e perfeição possíveis, “a fim de vivermos de modo digno do Senhor, para o seu inteiro agrado, frutificando em toda boa obra e crescendo no pleno conhecimento de Deus” (Cl 1.10). É Deus quem concluirá essa boa obra (Fp 1.6).
Os mais eminentes santos de Deus de todos os séculos foram sempre os últimos a reivindicar perfeição para si mesmos (Fp 3.12). Pelo contrário, eles sempre tiveram o mais profundo senso de sua total indignidade e imperfeição (Rm 7). Quanto maior a iluminação espiritual que desfrutavam, mais percebiam seus incontáveis defeitos e debilidades, mantendo a humildade e dependendo inteiramente da graça de Deus (l Pe 5.5).

 

APLICAÇÃO PESSOAL
A santificação, sem a qual ninguém verá a Deus, nos leva a viver uma vida na dependência do Espírito Santo até a volta gloriosa de Jesus.

COMPLETE
1) __________________________________________ é um processo contínuo de aperfeiçoamento do cristão.

2)__________________________________________ é a expressão da vida de Deus no crente (Êx 39.30; 2Co 1.12).

3) Sem______________________________________ ninguém verá a Deus.

VOCABULÁRIO

Aderir: aceitar, seguir uma ideia.
Mundanismo: sistema de crenças e valores mundanos contrários a Deus.
Referendar: aprovar.
Mortificar: fazer morrer, apagar a influência interna.