quarta-feira , 21 novembro 2018
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Carta aos Romanos – Lição 12 – Fracos e Fortes na Fé

LIÇÃO 12 – FRACOS E FORTES NA FÉ

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OBJETIVOS

 

  • Reconhecer como fraco ou como forte na fé.
  • Aprender a promover bons relacionamentos na igreja.
  • Anelar pelo desenvolvimento da fé até à maturidade cristã.

 

PARA COMEÇAR A AULA

Comece a aula com uma ence­nação. Dois alunos deverão fingir que estão disputando uma “queda de braço”. Após 5 minutos de “es­forço” mútuo, um deles “vencerá”. O vencedor tomará a iniciativa de cumprimentar o concorrente. De­monstre aos alunos que, na vida espiritual, também há cristãos que se mostram fracos ou fortes na fé.

Os fracos são os que precisam de mais apoio para sustentar sua vida espiritual, os fortes são os mais maduros na fé. Enfatize que é dever do mais maduro apoiar o mais fraco, a fim de que este tam­bém amadureça na fé.

 

PALAVRAS-CHAVE

Relacionamento • Maturidade • Edificação

 

LEITURA COMPLEMENTAR

Em português, acolher significa dar carinho, ternura, amor, mimo, atenção. É assim que devemos tratar os novos convertidos, os iniciantes na fé. Não é para entrar em discussões com eles. Suas opiniões devem ser respeitadas. O Espírito Santo vai trabalhar na vida deles e mudar as suas ideias.

O que define uma pessoa não é o que os outros pensam dela, mas é o que Deus dela pensa. É por isso que ninguém deve julgar ou emitir juízo de valor a respeito de alguém. Paulo vai mais longe perguntando: “Quem és tu para julgar o empregado de alguém?” Se ele vai ser vencedor ou fracassar é da conta de seu patrão. E ele vai vencer porque o Senhor vai fazê-lo vencer.

Há quem considera um dia mais sagrado que o outro (o fraco); há quem considera que todos os dias são iguais (o forte). Este último não faz distinção entre uma comida e outra qualquer que seja o grupo a que pertençam seus leitores. A primeira preocupação de Paulo com eles é esta: “Cada um deve estar plenamente convicto em sua própria mente”.

O mais importante é procurar o bem dos outros e não o próprio bem. A maior responsabilidade cai sobre o cristão que é forte na fé. Ele não deve fazer coisa nenhuma, mesmo que não seja pecado, que prejudique o irmão que é fraco na fé.

A partir do versículo 13, a exortação se endereça especialmente aos experimentados na fé. Nós temos uma responsabilidade especial porque nosso exemplo pode levar alguns irmãos a nos imitar. A recomendação é não nos colocarmos na posição de juiz, para julgar uns aos outros, não colocarmos cascas de banana na caminhada do irmão e não escandalizar­mos ninguém na fé.

Originalmente, escândalo era o nome da parte de uma armadilha na qual era fixada a isca. Escândalo, então, fala de certas liberdades cristãs que provocam impedimento aos outros.

VERSÍCULO 14 – Eu sei, e estou certo no Senhor Jesus, que nenhuma coisa é de si mesmo imunda, a não ser para aquele que a tem por imunda; para esse é imunda.

Livro: “Estudo introdutório à Carta aos Romanos” (Oton Miranda Alencar. Editora INOVE – Brasília, 2O11, págs. 138-146).

 

LIÇÃO 12

FRACOS E FORTES NA FÉ

 

TEXTO ÁUREO

“Não nos julguemos mais uns aos outros; pelo contrário, tomai o propósito de não pordes tropeço ou escândalo ao vosso irmão” Rm 14.13

 

VERDADE PRÁTICA

Devemos agir motivados pelo amor, que é o vínculo de nossa paz.

 

DEVOCIONAL DIÁRIO

Segunda – Rm 14.1

Acolhei o fraco na fé

Terça – Rm 14.5

Unidade em amor

Quarta – Rm 14.7

Vivemos para o Senhor

Quinta – Rm 14.8

Pertencemos todos ao Senhor

Sexta – Rm 14.17

O Reino de Deus é alegria

Sábado – Rm 14.22

Feliz aquele que tem fé autêntica

 

 

LEITURA BÍBLICA

Romanos 14.10-13

  • Tu, porém, por que julgas teu ir­mão? E tu, por que desprezas o teu? Pois todos compareceremos peran­te o tribunal de Deus.
  • Como está escrito: Por minha vida, diz o Senhor, diante de mim se dobrará todo joelho, e toda língua dará louvores a Deus.
  • Assim, pois, cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus.Não nos julguemos mais uns aos outros; pelo contrário, tomai o pro­pósito de não pordes tropeço ou escândalo ao vosso irmão.

 

Hinos da Harpa: 75 – 340

 

FRACOS E FORTES NA FÉ

INTRODUÇÃO

 

RELACIONAMENTOS DE FÉ

  1. Acolhei o fraco na fé Rm 14.1
  2. Divisão por comida Rm 14.2-6
  3. Senhor de vivos e mortos Rm 14.7-9


BOM CONVÍVIO NA FÉ

  1. Por que julgas teu irmão? Rm 14.1O
  2. Tribunal de Cristo Rm 14.11,12
  3. Pedra de tropeço Rm 14.13


A MATURIDADE CRISTÃ

  1. Reino e tradições i4-i7
  2. Edificação mútua Rm 14.18,19
  3. Por uma fé madura Rm 14.20-23

APLICAÇÃO PESSOAL

 

INTRODUÇÃO

Paulo tratou, aqui, de questões que estavam causando divisão en­tre os cristãos daquele tempo. Nem todos pensavam e agiam do mes­mo modo em relação às questões de comida e bebida, assim como da observância de certos dias sagra­dos. Os fortes na fé eram tentados a desprezar os fracos; e os fracos, a julgar e condenar os fortes. Pau­lo mostra que essas diferenças não poderíam dividir a comunidade cristã. Nosso dever é aceitar uns aos outros como irmãos na fé. Tam­bém não nos compete julgar o ou­tro, pois quem nos julga é o Senhor.

 

I. RELACIONAMENTOS DE FÉ

1. Acolhei o fraco na fé. O “débil na fé” ou “fraco na fé”, de que Paulo falou, era aquele que ainda não estava robustecido na fé, o prosélito, ou o neófito, o novo convertido. A recomendação do apóstolo era que ele fosse acolhido. Acolher é aceitar como a pessoa é ou está. No Hebraico, a palavra para aceitação é rãsãh, que significa contentar, gostar, agradar, ter prazer, aceitar favoravelmente. Em Português, acolher significa dar carinho, ternura, amor, atenção (Rm 14.1).

É assim que devemos tratar os novos convertidos, os iniciantes na fé. Não é para entrar em discussões com eles. Suas opiniões devem ser res­peitadas. O Espírito Santo traba­lhará na vida deles e mudará suas idéias erradas. Eles, um dia, amadurecerão.

2. Divisão por comida. Os crentes em Roma estavam sofren­do influências de correntes filosóficas que pregavam restrições alimentares. Os seguidores de Orfeu combatiam a mística dionisiana, propondo o vegetarianismo e, por Isso, só se alimentavam de legumes c vegetais. Com isto, havia c i entes vegetarianos e outros que comiam carne (Rm 14.2-6).
A questão se resumia no se­guinte: aqueles que tinham a liberdade interior (criam que podiam comer carne) desdenhavam dos que possuíam escrúpulos; e estes, por sua vez, seriam levados a Julgai com severidade aqueles.
Assim, o que define uma pesca não é o que os outros pensam dela. mas ó o que Deus pensa dela. ´É por isso que ninguém deve julgar ou emitir juízo de valor a respeito de alguém.
Paulo desenvolveu ainda uma ilustração sobre as relações entre os crentes “fortes” e os “fracos”.

Tratava-se de guardar ou não os dias sagrados, presumivelmente os ir uivar, judeus, fossem semanais, mensais ou anuais. Há quem considere, ainda hoje, um dia mais sagrado que o outro (o fraco); mas há quem considere que todos os dias são iguais (o forte).

Paulo não estava estimulando a indiferença mental. O crente não é livre para pensar o que bem entender sobre o seu proceder cristão. Portanto, não basta que uma convicção seja sincera para que seja plenamente aceitável por Deus. O cristão não é um livre pensador. Ele pensa para o Senhor, e este seu pensar deve tomar lugar na sua livre maneira de agir.

3. Senhor de vivos e mortos. Aqui o apóstolo generalizou. A vida do cristão está debaixo do domínio do Senhor, assim tam­bém a sua morte. Como se dava com os escravos na antiguidade: sua vida ou morte eram determinadas pelo seu senhor. Há, porém, diferenças significativas: o Senhor dos cristãos adquiriu esse direito sobre a vida e a morte de seus servos por meio de Seu próprio sacrifício em favor deles. Após Sua elevação à destra de Deus, este Senhor exerce o total direito de senhorio (Rm 14.7-9).

Os cristãos pertencem a Deus. Eles vivem para o Senhor e mor­rem para Ele. Logo, deveríam pro­curar tudo aquilo que o agrada.

 

II. BOM CONVÍVIO NA FÉ

1. Por que julgas teu irmão? Uma vez que somente o Senhor tem o direito de julgar, nenhum de nós o possui – nem o “forte”, que despreza o “fraco”, nem o “fraco”, que é desprezado pelo forte. Cada qual terá de dar contas de si mesmo a Deus, os “fortes” pela liber­dade que dizem ter; e os “fracos”, pelos escrúpulos que alimentam.

Aqui, o verbo desprezar po­dería ser traduzido como menosprezar. A razão é que todos os cristãos são responsáveis diante do seu Senhor, Jesus Cristo, diante de quem comparecerão um dia. Diante do tribunal de Cristo, a vida de todo cristão será avaliada para determinar a cada um a sua recompensa (Rm 14.10 ; I Co 3.11-15; 2 Co 5.9,10).

2. Tribunal de Cristo. Um dia todos no mundo se submeterão à autoridade de Cristo. Ele julgará todas as pessoas diante do Grande Trono (Ap 20.11-15).  Assim, “não nos julguemos mais uns aos outros” foi o resumo da instrução de Paulo, nos versículos 1 a 12 de Romanos 14, referente ao comportamento exigido dos cristãos fracos em relação aos fortes, e dos fortes em relação aos fracos.

O fato de que, estando nós sujeitos ao julgamento e ao escrutínio de Deus, dificilmente nos encontramos em posição de julgar aos nossos irmãos na fé. Nossos irmãos serão julgados por um Juiz bem qualificado para isso, o Senhor Jesus Cristo. Ninguém, por conseguinte, deveria usurpar a função eterna do grande Juiz de todos. Aqueles que tentam usurpá-la, condenando seus irmãos na fé devido a hábitos de dieta ou devido à observância ou não de dias e festivais religiosos, evidentemente procuram exaltar a si mesmos, degradando a seus conservos de uma maneira inteiramente incoerente com a posição que têm em Cristo.

3. Pedra de tropeço. A par­tir do versículo 13, a exortação se endereçou especialmente aos experimentados na fé. Nós temos uma responsabilidade especial porque nosso exemplo pode le­var alguns irmãos a nos imitar. A recomendação foi a de não nos colocarmos na posição de juizes, para julgarmo-nos uns aos outros. Também não devemos es­candalizar ninguém na fé.

Originalmente, escândalo era o nome da parte de uma arma­dilha na qual era fixada a isca. Escândalo, então, fala de certas liberdades cristãs que provocam impedimento à boa consciência na fé dos neófitos.

O princípio da pedra de tro­peço nos ensina que devemos evitar diligentemente qualquer ação que faça com que alguém cometa um pecado. Assim, em vez de censurar as práticas dos outros, olhemos para a nossa. Devemos ter cuidado para não dizer nem fazer algo que venha a causar o tropeço ou a queda de nosso irmão. Não devemos ofen­der, entristecer nem desanimar a fé uns dos outros e a confiança em Cristo (Rm 14.13).

 

III. A MATURIDADE CRISTÃ

1. Reino e tradições. Pau­lo ensinou que, em relação aos alimentos, nada é impuro em si mesmo. Por exemplo: No Concilio de Jerusalém, a Igreja desta cida­de solicitou à Igreja gentílica de Antioquia que recomendasse aos irmãos daquela igreja que não comessem carne sacrificada aos ídolos (At 15.6-29; Rm 14.14-17).

Paulo estava presente nesse Concilio e aceitou este pedido. Não por ter convicção de que era pecado comer aquele tipo de carne, mas porque aquela prática poderia ofender a maioria dos crentes Judeus de Jerusalém. Sua atitude, então, foi a de promover a unidade entre os irmãos em Cristo.

Paulo explicou que devemos respeitar uma prática, movidos por amor. em razão do significado de que ela se reveste para quem a pratica.  Ele concluiu dizendo que não devemos fazer com que a pessoa por quem Cristo morreu se perca por causa daquilo que comemos.

Para dar um basta nesta questão de comida, ele advertiu: O reino de Deus, não é questão de comida e bebida, mas de viver uma vida de santidade e paz com todos por meio da alegria que o Espírito Santo concede aos os salvos em Cristo Jesus.

2. Edificação mútua. Qualquer pessoa que tem essas três coisas – justiça, paz e alegria no Espírito Santo – tem três outras grandes bênçãos: ser de Cristo, ser agradável a Deus e ser aprovado por todos.

O crente sintonizado com as coisas de Deus procura sempre o que traz paz e tudo que o ajuda a se fortalecer e a fortalecer os ou­tros. Cada pessoa é responsável pela edificação de todos, e todos são responsáveis pela edificação de cada um. A edificação deve ser mútua e recíproca. Não há edifica­ção pessoal que não seja integrada na edificação comum, pois cada pessoa é membro do corpo e todas são membros umas das outras.

Devemos, assim, buscar a paz mútua. Não podemos edificar, ou ajudar o outro a crescer enquanto estamos discutindo e sendo contenciosos. Ninguém é tão forte que não possa ser edificado; ninguém é tão fraco que não possa edificar outrem.
Em suma, o cristão deve viver e agir em prol da edificação, ou seja, ele deve praticar ações que edifiquem (Rm 14.18,19).

3. Por uma fé madura. Deus fez todos os alimentos para serem comidos, mas não é correto comer algo se essa prática faz com que o irmão se escandalize ou tropece na fé. O que é certo é não comer carne se um irmão acha pecado comer. No versículo 22, Paulo recomendou que se deve guardar entre o cristão e Deus aquilo em que se crê a respeito desse assunto. Feliz é a pessoa que é absolvida pela cons­ciência quando faz aquilo que acha que deve fazer.
O apóstolo esclareceu que quem tivesse dúvida a respeito do que come seria condenado por Deus quando comesse, pois não estaria agindo por fé. Tal pessoa comeu com dúvidas e o que não se baseia na fé (aqui como sinônimo de boa cons­ciência) é pecado (Rm 14.20-23).

Quando um crente faz qual­quer coisa que vai de encontro àquilo em que crê, ele está pecan­do porque qualquer ação que viola a consciência cristã é um pecado.

 

APLICAÇÃO PESSOAL

Para que possamos agradar a Deus e vivermos em paz e har­monia com nossos irmãos, deve­mos deixar de lado toda atitude julgadora, procurando agir com boa consciência e amor, ajudan­do com paciência os fracos na fé a atingirem o alvo da maturidade cristã.

 

RESPONDA

  • A atitude polarizada dos cristãos romanos em relação às questões de comida e observância de certos dias sagrados tinha a ver com dois grupos que se desprezavam e se julgavam mutuamente. Que nomes Paulo deu a esses grupos?
  • Quando Paulo defende que ninguém seria qualificado para julgar os irmãos pelo que comiam ou bebiam, isto porque, um dia, todos eles seriam julgados por um Juiz mais bem qualificado para isso, a que Juiz ele se referia?
  • O princípio que nos ensina que devemos evitar diligentemente qualquer ação que faça com que alguém cometa um pecado pode ser chamado de:

VOCABULÁRIO

  • Prosélito: Indivíduo recém-convertido à religião judaica ou cristã.
  • Orfeu: Na mitologia grega, era poeta e médico, filho da musa Calíope e de Apoio ou Éagro, rei da Trácia. Era o poeta mais talentoso que já viveu.
  • Mística Dionisiana: Na antiga religião grega, Dioniso era o deus das festas, dos excessos alimentares e do vinho, mas, sobretudo, da intoxicação que funde o bebedor com a deidade. Influenciados por esta prática pagã, alguns cristãos de Roma se escandalizavam com seus irmãos em Cristo que comiam de tudo, assemelhando-se aos devotos de Dioniso.