quarta-feira , 21 novembro 2018
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Carta aos Romanos – Lição 11 – Luta pela Ética Cristã

LUTA PELA ÉTICA CRISTÃ

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OBJETIVOS

  • Tomar consciência de seus privilégios e deveres como cristão.
  • Adquirir preocupação ética.
  • Respeitar as autoridades constituídas, quer sejam secula­res ou eclesiásticas.

 

LEITURA COMPLEMENTAR

De acordo com a lei, ao sacrificar um animal, o sacerdote deveria matá-lo, cortá-lo em pedaços e colocá-lo sobre o altar. O sacrifício do animal morto no altar era um culto a Deus no Antigo Testamento, mas o próprio Deus disse que obedecer de coração era melhor do que sacrificar. Deus quer que nos ofereçamos a Ele como sacrifício vivo. Ele não quer mais sacrifício de animais mortos.

O salvo deve ser sincero ao agradecer a Deus pela salvação. Deve ser uma gratidão traduzida no amor, na devoção, no louvor, na santidade e no serviço a Ele. Devemos apresentar a Deus o nosso corpo como morto para o pecado e como templo do Espírito Santo.

Profetas são homens fiéis, leais que proclamam a verdade divina predizendo, consolando, edificando e exortando. Os mestres são aqueles a quem Deus dá a capacidade de ensinar. Os encorajadores e exortadores sabem motivar os seus ouvintes. Aqueles que repartem são generosos e dignos de confiança, porque são justos. Os líderes são os bons organiza dores e administradores. Aqueles que exercitam misericórdia, demonstrando bondade, são pessoas atenciosas, que se sentem felizes ao dedicar seu tempo aos outros.

Nestes versículos, temos dois temas: até o versículo 16, ele fala dos cristãos e dos que estão na família de Deus e, do 17 ao 21, fala dos cristãos e dos que estão fora da família de Deus.

VERSÍCULO 9 – O amor seja não fingido. Aborrecei O mal e apegai-vos  ao bem.

Paulo dá nova guinada no seu ensino. Agora, não mais se trata de funções diversas repartidas a diversos membros da Igreja, mas de sentimentos e disposições comuns a todos. O cabeça da fila é o “ágape” — o amor — por causa dele é que o crente responde ao amor de Deus. Como se poderia viver do amor de Deus e não amar?

O amor é o primeiro fruto do Espírito (Gn. 5.22) é ele, por excelência, “a mente” do Espírito de que falava O capítulo 8. O Espírito e o amor são os elementos inseparáveis dos tempos inaugurados por Cristo. O amor não deve ser fingido ou hipócrita. Deve ser demonstrado nas obras, na prática. Deve ser como Paulo descreve em II Tm 3.1-5.

Livro: “Estudo introdutório à Carta aos Romanos” (Oton Miranda Alencar. Editora INOVE – Brasília, 2011, págs. 123-130).

 

LIÇÃO 11

 

LUTA PELA ÉTICA CRISTÃ

 

TEXTOÁUREO

“E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” Rm 12.2

 

DEVOCIONAL DIÁRIO

Segunda-Feira – Rm 12.1,2
Culto com inteligência

Terça-Feira – Rm 12.3
Opinião modesta sobre si mesmo

Quarta-Feira – Rm 12.4,5
Diversidade no corpo de Cristo

Quinta-Feira – Rm 12.9
Sinceridade no amor cristão

Sexta-Feira – Rm 12.21
O mal é vencido com o bem

Sábado – Rm 13.1
Devemos nos sujeitar às autoridades

 

LEITURA BÍBLICA

Romanos 12.1-3

1 Rogo-vos, pois, irmãos, pelas mi­sericórdias de Deus, que apresen­teis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.
2 E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agra­dável e perfeita vontade de Deus.
3 Porque, pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um.

 

Hinos da Harpa: 432 -108

 

LUTA PELA ÉTICA CRISTÃ

 

INTRODUÇÃO

 

    PRIVILÉGIOS E DEVERES

  1. O sacrifício vivo Rm 12.1
  2. Inconformados como mundo Rm 12.2
  3. Fé sob medida Rm 12.3

 

    ÉTICA PESSOAL

  1. Um só corpo em Cristo Rm 12.4,5
  2. A lei do amor expressa Rm 12.6-8
  3. Outras máximas da ética Rm 12.9-12

    SUBMISSÃO ÀS AUTORIDADES

  1. Obedecer às autoridades Rm 13.1
  2. Resistir às autoridades Rm 13.2
  3.  Executores da Lei Rm 13 3-7

 

INTRODUÇÃO

O apóstolo Paulo encerrou no capítulo anterior a seção doutrinária da epístola aos Romanos. Ele demonstrou como acertar nosso relacionamento com Deus e como permanecer conectados a Ele; e advogou a livre justiça de Deus contra todos os argumentos contrários a este conceito. Nesta seção, ele ensina uma vida de fé exercitada na vida cotidiana, e procura internalizar nos seus leitores os deveres da vida cristã.

A justiça que emana de Deus e se reflete na vida crista numa experiência que vem de dentro e se expressa exteriormente. Aqui marca a transição das doutrinas básicas cristãs para um cristianismo aplicado.

 

I- PRIVILÉGIOS E DEVERES

1. O sacrifício vivo. No primeiro versículo, Paulo começou com um apelo extremado: “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo”. De acordo com a lei, ao sacrificar um animal, o sacerdote deveria matá-lo, cortá-lo em pedaços e colocá-lo sobre o altar (Rm 12.1).

O sacrifício do animal morto no altar era um culto a Deus, no Antigo Testamento. Mas o próprio Deus disse que obedecer de coração era melhor do que sacrificar (I Sm. 15.22). Assim, Deus quer que nos ofereçamos a Ele como um sacrifício vivo. Ele não quer mais sacrifícios de animais mortos.

O salvo deve ser sincero ao agradecer a Deus pela salvação. Deve exercer gratidão traduzida no amor, na devoção, no louvor, na santidade e no serviço a Ele. Devemos apresentar a Ele o nosso corpo como morto para o pecado e como templo do Espírito Santo. Nosso culto também deve ser “racional” (gr. logikós), ou seja, um culto consciente, com lógica e inteligência.

2. Inconformados com o mundo. Paulo advertiu aos seus leitores: “Não vos conformeis com este mundo” (Rm 12.2). Paulo quis dizer que:

a) Devemos reconhecer que o presente sistema mundano é mau e que está sob o controle de Satanás;
b) Devemos resistir aos padrões errados do mundo e, em contrapartida, viver de maneira exemplar;
c) Devemos abominar aquilo que é mau e amar aquilo que é justo;
d) Não devemos ceder aos di­versos tipos de mundanismo que nos apresentam;
e) A renovação da mente ou entendimento não diz respeito apenas à intelectualidade ou à inteligência. Essa transformação é de caráter, de consciência. Conformando o nosso pensar com o pensar de Deus, mediante a leitura da Sua Palavra e da meditação sobre ela.

Em síntese, devemos permi­tir que os nossos planos, alvos e aspirações sejam determina­dos pelas verdades celestiais e eternas, e não por este presente século.

 

3. Fé sob medida. Paulo fez mais uma advertência. Ele invocou a sua autoridade apostólica, dada pela graça de Deus, e disse que não devemos saber mais do que nos convém saber e que não devemos ter de nós mesmos um conceito mais alto do que convém, ou seja, não devemos nos achar melhores do que realmente somos.

Desta maneira, não devemos contar vantagem quando somos agraciados com os dons de Deus. Nem superestimar a nossa própria imagem. Devemos ser humildes na nossa autoavaliação.

O orgulho é considerado aqui como uma espécie de loucura. Quando os homens procuram exibir-se, ao invés de darem gló­ria a Deus e a Cristo com suas capacidades espirituais, no seio das próprias igrejas locais cris­tãs, isso se constitui numa es­pécie de insanidade espiritual e distorção das faculdades men­tais (Rm 12.3).

 

II – ÉTICA PESSOAL

  1. Um só corpo em Cristo.

Paulo usou o exemplo da anato­mia e fisiologia humana para ensi­nar como os cristãos devem viver e trabalhar juntos. O corpo huma­no, que é excelente e maravilhosa combinação de hábeis funções, todas cooperando para formar a vida física humana, proveu para o apóstolo Paulo uma ótima lição objetiva. Dentro do corpo huma­no, embora existam diversas fun­ções, em certo sentido todas elas são excelentes, e todas têm a sua respectiva necessidade.

Da mesma maneira, seria extremamente ridículo supormos que qualquer função espiritual seja tão importante que nos autorize a desprezar aos outros. Todas essas funções espirituais são diferentes entre si, mas todas são necessárias. Assim como as diferentes funções do corpo, em seu conjunto, são necessárias para produzir a vida física normal, em que cada função tem o seu devido papel a desempenhar, assim também se dá no caso dos dons espirituais (Rm 12.4,5).

 

  1. A lei do amor expressa.

Paulo alistou os dons chamados “da graça”. Um dom espiritual pode constituir-se de uma disposição interior, bem como de uma capacitação ou aptidão concedida pelo Espírito Santo ao cristão, na igreja, para edificação do povo de Deus e para expressar o seu amor a outras pessoas. A lista que Paulo deu, aqui, dos dons da graça divina deve ser considerada um exemplo e não a citação da totalidade deles.  Profetas são homens fiéis, leais, que proclamam a verdade divina predizendo, consolando, edificando e exortando. Os mestres são aqueles a quem Deus dá a capacidade de ensinar. Os encorajadores e exortadores sabem motivar os seus ouvintes.  Aqueles que repartem são generosos e dignos de confiança, porque são justos. Os líderes são os bons organizadores e administradores. Aqueles que exercitam misericórdia, demonstrando bondade, são pessoas atenciosas, que se sentem felizes ao dedicar seu tempo aos outros (Rm 12.6-B).

 

  1. Outras máximas da ética.

O crente deve responder ao amor de Deus com o amor ao próximo. O amor é o primeiro fruto do Espírito (G1 5.22). O Espírito e o amor são os elementos inseparáveis dos tempos inaugurados por Cristo. O amor não deve ser fingido ou hipócrita. Deve ser demonstrado nas obras, na prática.

Paulo começou o versículo 11 fazendo uma recomendação: “Nunca lhes falte o zelo”. O zelo pelas coisas espirituais. Não deve­mos ser negligentes, desmazela­dos, relaxados com a obra de Deus. Sobretudo, nosso zelo não deve ser amargo, doentio, patológico. O zelo do cristão deve ser equilibrado, temperado pelo amor. Assim, sirvamos ao Senhor com o cora­ção cheio de fervor, de entusiasmo e alegria (Rm 12.9-12).

A esperança de que ele falou aqui é a esperança na vinda de Je­sus Cristo. A tribulação tende a nos levar ao desespero e à impaciência, mas devemos ser perseverantes. Perseverar e não desanimar.

 

III – SUBMISSÃO ÀS AUTORIDADES

 

1. Obedecer às autoridades. Paulo começou este capítulo 13 recomendando que toda pessoa esteja submissa às autoridades superiores. O termo autoridade (gr. exousia) se refere a quem está revestido de poder; a quem são concedidas certas competências e atribuições. Assim temos as autoridade eclesiásticas, as civis e as militares. Cada autoridade deve exercer o seu poder em sua área de competência. As autoridades são constituídas pelo próprio Deus, pois toda autoridade exerce o seu poder com o conhecimento e assentimento de Deus, que possui autoridade suprema (Rm 13.1).

O problema é que muitas autoridades não reconhecem o senhorio divino sobre elas. É por isso que existem autoridades profanas, déspotas, irreverentes, amorais, mais amigas dos prazeres da carne do que de Deus. Podemos desobedecer a uma autoridade? Sim, quando ela nos obriga a desobedecer a Deus. Os discípulos de Cristo não desobedeceram às autoridades por meras desafeições pessoais.

 

2. Resistir às autoridades. Quem resiste às autoridades entra em choque com a intenção de Deus. A anarquia deve ser reprimida a todo custo no exercício da autoridade divinamente outorgada.  Aqueles que resistem ou se recusam a se submeterem serão chamados para uma prestação de contas. Deus os avaliará por isso, porque a resistência reflete sobre sua pessoa divina.

A condenação não inclui neces­sariamente o castigo eterno dado por Deus. Ele pode julgar as pessoas pelas autoridades humanas que Ele próprio designou (Rm 13.2).

 

3. Executores da lei. Os magistrados são os executores da lei. As leis foram criadas para serem obedecidas. Quando obedecemos à lei, fazemos o certo, fazemos o bem. Quando desobedecemos a ela, fazemos o que é errado, fazemos o que é mau. As autoridades são ministros de Deus para o nosso bem. Se não houvesse autoridade viveríamos num estado anárquico. É por isso que Paulo advertiu: “Se fizeres mal, teme”.

Os gregos representavam a deusa da justiça por meio de uma jovem sentada em vestes talares com os olhos vendados e com uma espada. O nome dela era Artêmis. Por isso Paulo disse: “Porque não é sem motivo que ela traz a espada”. A autoridade é para fazer justiça e castigar o que pratica o mal. Paulo não parecia estar defendendo nem justificando a pena de morte ao transgressor (Rm 13.3-7).

A sujeição às autoridades pelo cristão não deve acontecer apenas por ele ter medo de ser castigado por ela, mas por dever de consciência. O que é esse dever de cons­ciência? Quando eu obedeço às leis por ser um cidadão consciente, eu mantenho minha consciência lim­pa. Por dever de consciência, devemos pagar também os tributos. Sonegar imposto não é justo nem

correto. Cristo disse: “Daí a César o que é de César” (Mt 22.21). Nada podemos dever a alguém, a não ser o amor (Rm 13.8).

 

APLICAÇÃO PESSOAL

Como cidadãos conscientes, temos responsabilidades e de­veres para com a pátria. Como cidadãos dos céus, estamos tam­bém identificados com a pátria celestial. A igreja não é um sistema anárquico, sem preceitos ou normas a serem seguidas.

 

RESPONDA

. Que tipo de sacrifício Deus rejeitou porque quer que cada um de Seus filhos se ofereça voluntariamente a Ele como um sacrifício vivo, santo e agradável?

. Complete: Ao dizer que os crentes em Jesus não devem se conformar com este ______________ , Paulo nos desafiou a viver uma transformação pela ________________________ da nossa_______________________ , para que experimentemos a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

. Todo o exercício da autoridade no mundo deriva o seu poder com o conhecimento e assentimento de Deus. Isso significa que toda autoridade é constituída por quem?

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VOCABULÁRIO

  • Internalizar: Tornar um pensamento ou atitude interior ao ser humano.
  • Mundanismo: Qualidade do que é pertencente e relativo ao mundo, pecaminosidade.
  • Apostolar: Algo referente a um apóstolo de Cristo.
  • Anatomia e Fisiologia: Relativo a todo o sistema físico, corpóreo do ser humano.
  • Patológico: Relativo à patologia, que é uma doença.