quarta-feira , 21 novembro 2018
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Carta aos Romanos – Lição 08 – Israel, o Povo de Deus

OBJETIVOS

  • Tomar ciência da condição es­piritual dos judeus perante Deus.
  • Perceber que ainda há graça e perdão disponíveis para os is­raelitas.
  • Adquirir o hábito de orar em favor de Israel.

 

PARA COMEÇARA AULA, ESCUTE O HINO DE ISRAEL

 

LEITURA COMPLEMENTAR

Paulo, aqui, começa a responder a pergunta que os crentes judaicos faziam: Como as promessas de Deus a Abraão e à nação de Israel como um todo não parecem ter parte no Evangelho?

Do capítulo 9 ao 11, Paulo explicita seu argumento. Na verdade, o Pla­no de Deus não falhou concernente a Israel e o apóstolo esclarece que é preciso entender que os filhos de Deus, ou seja, os verdadeiros israelitas são de fato filhos da promessa. Foi assim na história e é por isso que a descendência abraâmica foi chamada em Isaque.

João Batista, na sua pregação dizia: “Produzi, pois frutos dignos de ar­rependimento e não comeceis a dizer em vós mesmos “Temos por pai Abraão”, porque eu vos digo que até destas pedras Deus pode suscitar filhos de Abraão”.

Deus elegeu Abraão para dele suscitar a nação eleita de Israel. Esco­lheu Isaque para ser o filho da promessa e escolheu Jacó ao invés de Esaú. A escolha não se baseou em nada que ambos tinham feito ou haveriam de fazer. Este é o mistério da eleição divina.

A expressão no versículo 13 – “Amei Jacó e aborreci Esaú” – não quer dizer que Jacó e os seus descendentes estavam predestinados para a salvação eterna e os descendentes de Esaú para condenação eterna. A eleição é a escolha daqueles que creem em Cristo feita por Deus por meio de Cristo.

VERSÍCULOS 14 a 16 – Que diremos, pois? Que há injustiça da parte de Deus? de maneira nenhuma. Pois dizia Moisés: Compadecer-me-ei de quem me compadecer, e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia. Assim, pois, isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus que se compadece.

O apóstolo insiste em abordar a questão da redenção, dizendo que essa ação de Deus, aplicando sua misericórdia e chamando a quem lhe apraz, é uma questão de foro íntimo de Deus, pois Ele é soberano e tem misericórdia de quem quer ter e se compadece de quem quer se compadecer.

Livro: “Estudo introdutório à Carta aos Romanos” (Oton Miranda Alencar. Editora INOVE – Brasília, 2011, págs. 96-102).

Escute o Áudio desta Lição:

 

LIÇÃO 8

ISRAEL, O POVO DE DEUS

Texto áureo

“Isto é, estes filhos de Deus não são propriamente os da carne, mas devem ser considerados como descendência os filhos da promessa.” Rm 9.8

 

Verdade Prática

A única forma de agradar a Deus é viver pelo Espírito de Deus

 

DEVOCIONAL DIÁRIO

Segunda – Rm 9.7
Nem todo judeu pertence a Deus

Terça – Rm 9.13
Deus é soberano

Quarta – Rm 9.14
Deus é justo

Quinta – Rm 9.17
Deus usa até ímpios

Sexta – Rm 9.28
Deus é fiel

Sábado – Rm 10.2
Zelo sem entendimento

 

LEITURA BÍBLICA

Romanos 9.6-10

6 E não pensemos que a palavra de Deus haja falhado, porque nem todos os de Israel são, de fato, is­raelitas;

7 nem por serem descendentes de Abraão são todos seus filhos; mas: Em Isaque será chamada a tua des­cendência.

8 Isto é, estes filhos de Deus não são propriamente os da carne, mas de­vem ser considerados como desce­dência os filhos da promessa.

9 Porque a palavra da promessa é esta: Por esse tempo, virei, e Sara terá um filho.

10 E não ela somente, mas também Rebeca, ao conceber de um só, Isa­que, nosso pai.

 

Hinos da Harpa: 169 – 231

ISRAEL, O POVO DE DEUS

INTRODUÇÃO

I. DEUS E O SEU POVO

  1. A tristeza pelos judeus Rm 9.1,2
  2. Deus é fiel Rm 9.3-7
  3. Deus age com justiça Rm 9.8-16

II. IRA E MISERICÓRDIA DE DEUS

  1. Dependemos do Criador i9
  2. A paciência de Deus Rm 9.22
  3. Misericórdia por Israel Rm 9.23-29

III. ISRAEL E O EVANGELHO

  1. A pedra de tropeço Rm 9.30-33
  2. Oração de Paulo por Israel Rm 10.l
  3. Judeus rejeitam a graça 10.2

APLICAÇÃO PESSOAL

INTRODUÇÃO

Se não há nada que possa nos separar do amor de Deus, como ficou a situação do povo de Israel, ao qual Paulo pertencia? Será que a promessa de Deus falhou pelo fato de Israel haver se separado de Cristo? Será que Deus foi in­justo, aceitando os gentios como seu povo e se esquecendo dos ju­deus? Paulo respondeu que a pro­messa de Deus não falhou e que Deus não é injusto, de maneira alguma. Vejamos.

 

I. DEUS E O SEU POVO

  1. A tristeza pelos judeus.

Paulo começou este capítulo es­crevendo uma verdade. Seu obje­tivo era para que não pensassem que ele era hipócrita (Rm 9.1). A verdade que ele queria afirmar é que tinha uma tristeza profunda e uma contínua dor no coração pe­los que não estavam em Cristo. En­tre os quais ele incluiu os judeus, seus irmãos na carne.

A solene declaração do apósto­lo, portanto, revelou uma grande preocupação com a nação judaica e o povo judeu – a de que muitos deles fossem inimigos do Evange­lho, Por isso sua contínua angús­tia. Paulo introduziu seu discurso com uma declaração afetiva para que os romanos não pensassem que ele se julgava superior aos ju­deus rejeitados, Paulo estava lon­ge de desejar isso (Rm 9.1,2).

  1. Deus é fiel.

No versículo 3, Paulo afirmou que ele estava dis­posto a ser considerado anátema (um amaldiçoado por causa de sua fé), um homem separado de Cristo, simplesmente por amor aos judeus.

Nos versículos 4 e 5, ele falou do sêxtuplo privilégio de Israel: a adoção, a glória, os concertos, a lei, as promessas e os patriarcas. Além do mais, foi desse povo pri­vilegiado que nasceu o Messias.

Contudo, como as promessas de Deus a Abraão e à nação de Is­rael não pareciam fazer parte no Evangelho? Dos capítulos 9 a 11, Paulo argumentou sobre isso. Na verdade, o plano de Deus não fa­lhou concernente a Israel. Os considerados verdadeiros israelitas eram, de fato, os filhos da promes­sa. Foi assim em toda a história do povo de Israel (Rm 9.3-7).

  1. Deus age com justiça.

Paulo explicou: Quando Deus prometeu a Abraão que a des­cendência dele seria uma bên­ção, não estava falando de toda ela, mas de uma seleta descen­dência, que Paulo chamou de “os filhos da promessa”, compostos da Igreja e dos judeus que cre­ram em Cristo.

Portanto, não houve nenhu­ma falha. A promessa continuou sendo como sempre foi: os filhos de Deus foram por Ele eleitos de maneira soberana, como Abraão, Isaque e Jacó.

Com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação.”  (Rm 10.10)

A expressão no versículo 13 – “Amei Jacó e aborreci Esaú” – não quer dizer que Jacó e os seus descendentes estavam individualmente predestinados para a salvação eterna e os descendentes de Esaú para a condenação.

O versículo 15 enfatiza o be­neplácito da misericórdia divina, que não é fruto de merecimento humano. Nosso esforço e mereci­mento (se o tivéssemos) não in­fluenciam em nada na decisão de Deus (Rm 9.8-16).

 

II. IRA E MISERICÓRDIA DE DEUS

  1. Dependemos do Criador.

Um questionador poderia dizer que a conclusão de Paulo leva­va ao fatalismo. Paulo, contu­do, não ofereceu uma resposta analítica, mas repreendeu o tal questionador por sua conclusão absurda. Se um oleiro pode fa­zer o que quiser com seus vasos, certamente Deus pode fazer o que quiser com os seus servos. É por isso que o homem não pode questionar a Deus.

“Por que se queixa ele ain­da?” (Rm 9.19). O verbo traduzido aqui por “queixar” significa “culpar”. Paulo lançou aqui ques­tões humanas que ele respondeu nos versículos 20 e 21. Se Deus endurece quem Ele quer (Rm 9.18), porque culpar aquele que foi endurecido ou que resiste à sua vontade? Se Deus endurece, como pode ser dito que a pessoa está resistindo a Deus? O endurecido não está fazendo apenas aquilo que Deus determinou que ele fizesse? Parece um conceito contraditório, mas não é.

A pergunta retórica com o ver­bo “replicar” significava dar uma resposta. Paulo estava afirmando que tal inquiridor assumiu uma atitude argumentativa. Portanto, o apóstolo reprovou qualquer um que levantasse tais objeções. O motivo era porque, no fim, eram apenas protestos contra o modo divino de agir, não um pedido sin­cero a Deus para que Ele desse uma explicação.

  1. A paciência de Deus. 

Foi as­sim que Deus procedeu (Rm 9.22). Ele quis demonstrar a sua ira e deixar bem patente o seu poder. Dessa forma, suportou com muita paciência os que, pelos seus feitos, mereciam ser castigados e destruídos.

Sim, há dois tipos de vasos que Deus forma a partir do grande pe­daço de barro que é a humanidade caída. Ele forma vasos de ira. Nes­tes, o Senhor está disposto a mostrar a Sua ira. Deus mostrará que odeia o pecado. Semelhantemente, manifestará o Seu poder. Para fazer isso, Deus agiu com muita paciência, esperando que eles ficassem prontos para a destruição, por causa dos seus próprios peca­dos e endurecimento do coração.

Mas ele também forma vasos de misericórdia. A felicidade derra­mada sobre o remanescente salvo é o fruto da misericórdia de Deus, não do próprio mérito do homem.

  1. Misericórdia por Israel.

Deus também quis mostrar como é grande a glória que Ele derra­mou sobre os remanescentes (Rm 9.23-29). Os vasos de misericórdia são os que formam o Israel espiri­tual de Deus. Trata-se dos vasos que Deus chamou, não somente dentre os judeus, mas também dentre os gentios.

Deus falou pelo profeta Oseias (2.23) que tinha a intenção de res­taurar Seu povo.

Paulo citou também Isaías 10.22,23, e percebeu que, em to­das as cidades onde pregava, em­bora procurasse primeiro os ju­deus, apenas alguns aceitavam o Evangelho.

Por fim, em Romanos 9.29, Paulo citou Isaías 1.9, reconhecendo que o remanescente de Israel, preservado por Deus, foi um ato de misericórdia divina para que o povo de Israel não fosse desarraigado da terra.

 

III. ISRAEL E O EVANGELHO

  1. A pedra de tropeço

No versículo 30, Paulo fez uma per­gunta e a respondeu: os gentios que não buscavam a justificação foram justificados mediante a fé. Em contraste, o povo judeu, em sua maioria, procurava ser salvo por meio de suas ações e não por meio da fé.

Os gentios estavam alienados sobre a justiça. Eles, de fato, não a seguiam. Aqueles que não busca­vam a Deus o encontraram. Assim, o Senhor tem prazer em dispensar graça em forma de soberania e do­mínio absoluto. Eles alcançaram a justiça pela fé, abraçando sincera­mente a Cristo e crendo nele. Os judeus estavam, há muito tempo e em vão, procurando o Messias, mas o rejeitaram.

A “pedra” na qual os judeus tropeçaram era Jesus. Eles não creram no Messias. Ainda hoje algumas pessoas tropeçam em Cristo porque a salvação é pela fé e isso não faz qualquer sentido para elas Rm (9.30-33).

 

  1. Oração de Paulo por Israel.

Os capítulos 9 e 11 de Romanos abordam a questão da increduli­dade dos judeus. No capítulo 9, a ênfase está no propósito de Deus na eleição. O capítulo 10, por sua vez, enfatiza os fatores humanos, a necessidade de compreensão e de proclamação do Evangelho e de uma resposta de fé. Paulo, após discorrer sobre a incredulidade dos israelitas, manifestou sua pró­pria esperança de que eles ainda viessem a ouvir o Evangelho e a crer nele (Rm 10.1).

A conclusão lógica do capítu­lo 9 é que Israel estava sob a ira divina (Rm 9.22). O desejo mais profundo de Paulo e a sua oração era que Israel pudesse ser jus­tificado e salvo da ira de Deus. Isto se verifica pelo fato de que Paulo elevou a Deus uma prece que confirma essa esperança na divina graça.

Como Paulo, devemos orar a fim de que todos os judeus possam ser salvos e, carinhosamente, parti­lhar com eles as boas novas da sal­vação mediante a fé em Cristo.

  1. Judeus rejeitam a graça.

Paulo afirmou que ele era testemunha de que os judeus eram muito dedicados a Deus, mas a dedicação deles não estava baseada no verdadeiro conhecimento (Rm 10.2-4). Em vez de viver pela fé, além de observarem a lei, os judeus guardavam costumes e tradições, a fim de serem agradáveis aos olhos de Deus. O problema é que o esforço humano, mesmo que sincero, nunca poderá substituir a justiça que Deus nos oferece através da fé.

A única maneira de a pessoa alcançar a salvação por seus méritos é sendo perfeita, mas isso é impossível. Assim, o que nos resta é estender as mãos vazias  e receber a salvação como uma dádiva divina. Duas maneiras pelas quais Cristo tornou realidade todo o propósito da lei:

a) Ele cumpriu o objetivo ao realizar toda a vontade de Deus na terra;

b) Este foi o fim da lei como base da justificação, porque a lei fracassou em salvar-nos.

 

 

APLICAÇÃO PESSOAL

Da mesma forma que a vontade de Deus é absoluta, não podemos obrigá-lo a explicar-nos suas ações ou métodos. Ele é, simplesmente, soberano e pode fazer todas as coi­sas como quiser. Não cabe a nós re­trucá-lo em hipótese alguma.

 

 

RESPONDA

 

  • Complete:
  1. Paulo declarou que sentia “grande_ e incessante dor no____________por causa da incredulidade dos judeus.
  2. Paulo afirmou: “Porque eu mesmo desejaria ser____ , separado de ______, por amor de meus irmãos” (judeus).
  • Para mostrar a sua ira contra o pecado, o Senhor Deus estabeleceu o propósito em formar que tipo de “vasos”?
  • Quem é a “pedra de tropeço” para Israel?

 

VOCABULÁRIO

Hipócrita: Falso; quem age com falsidade.

Beneplácito: Aprovação de Sua vontade soberana.

Fatalismo: Crença de que tudo está divinamente predeterminado, sem possibilidade de interferência humana.

Remanescente: Restante fiel do povo de Deus.

Abdicar: Abrir mão de algo.

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