quarta-feira , 21 novembro 2018
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Carta aos Romanos – Lição 06 – A Luta Contra a Carne

LIÇÃO 6

A LUTA CONTRA A CARNE

Leitura Complementar

Alguém poderá perguntar: A lei não veio de Deus através de Moisés?
Ela não condena o pecado? Por que tanto argumento contra ela?  Antes que se levantem conceitos errôneos sobre sua teologia a lei, Paulo pergunta: “É a lei pecado?” Ele dá a resposta imediatamente: “De modo nenhum”. Então, ele começa a segunda seção do capítulo 7, que vai até o versículo 12, justificando sua resposta.
Ele é enfático em dizer que não conheceu o pecado senão pela lei. Isso, aliás, ele já havia dito antes: “Pela lei vem o conhecimento do pecado”. Ele afirma que a lei serviu como um holofote para trazer à tona o pecado e que não teria conhecido a cobiça, se a lei não dissesse: “Não cobiçarás”.
É Paulo quem fala: “Agora já não sou eu que faço isso, mas o pecado que habita em mim”. Essa parece ser uma boa desculpa para pecar, mas, na verdade, somos responsáveis pelos nossos atos. Nunca devemos usar o poder do pecado ou de Satanás como desculpa, porque são inimigos já derrotados.  Sem a ajuda de Cristo, o pecado se torna forte mais do que nós e, às vezes, ficamos incapazes de nos defendermos contra seus ataques. Por isso, nunca devemos enfrentá-lo sozinho. Jesus Cristo já venceu o pecado de uma vez por todas e promete lutar ao nosso lado para nos ajudar a vencê-lo. Se contarmos com a ajuda Dele, não precisamos ceder ao pecado.

Nestes dois versículos não parece evidenciar-se progresso no pensamento paulino. O verso 19 repete o que se diz no verso 15, e o verso 20, o que está no 17. Esses versículos são interpolações do pensamento do apóstolo.

VERSÍCULOS 21 a 23 – Acho, então, esta lei em mim: que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo. Porque segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus; mas vejo nos meus membros outra lei, que batalha contra a lei do meu entendimento e me prende debaixo da lei do pecado, que está nos meus membros.

Livro: “Estudo introdutório à Carta aos Romanos” (Oton Miranda Alencar. Editora INOVE – Brasília, 2011, págs. 73-80).

 

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LIÇÃO 6

A LUTA CONTRA A CARNE

TEXTO ÁUREO

“Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo.” Rm 7.18

 

VERDADE PRÁTICA

Devemos lutar para fortalecer nosso espírito ao invés da carne.

 

DEVOCIONAL DIÁRIO

Segunda – Rm 7.4
Mortos para a lei

Terça – Rm 7.6
Servir a Deus em novidade de vida

Quarta – Rm 7.7
A lei revela o pecado

Quinta – Rm 7.14
O espírito contra a carne

Sexta – Rm 7.19
Perda de controleZ

Sábado – Rm 7.25
A mente contra o pecado

 

LEITURA BÍBLICA

Romanos 7.14-20
14 Porque bem sabemos que a lei é espiritual; eu, todavia, sou carnal, vendido à escravidão do pecado.
15 Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto.
16 Ora, se faço o que não quero, con- sinto com a lei, que é boa.
17 Neste caso, quem faz isto já não sou eu, mas o pecado que habita em mim.
18 Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo.
19 Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço.
20 Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, e sim o pecado que habita em mim.

Hinos da Harpa: 20 – 473

 

A LUTA CONTRA A CARNE

INTRODUÇÃO

I. A VALIDADE DA LEI

1. Exemplo do casamento Rm 7.1-3
2. Mortos para a lei Rm 7.4-6
3. A lei mostra o pecado fim 7.7

II. A LEI ESTIMULA O PECADO

1. Sem lei, sem pecado fim 7.8,9
2. A experiência de Paulo fim 7.10,11
3. O resultado da lei fim 7.12,13

III. A LEI VERSUS O PECADO

1. O espiritual e o carnal Rm 7.14
2. Não faço o bem que quero Rm 7.15
3. Desventurado sou! fim 7.24,25

APLICAÇÃO PESSOAL

 

INTRODUÇÃO

No capítulo 6, Paulo usou a figura da escravidão para comparar o serviço ao pecado com o serviço a Deus. Neste capítulo, ele usou a figura do casamento para mostrar que estamos livres da lei e pertencemos a Cristo, obedecendo ao Espírito de Deus. Veja abaixo em pormenores.

I. A VALIDADE DA LEI

1. Exemplo do casamento.
Paulo introduziu neste capítulo uma nova ilustração – a de um casamento. O princípio apresentado é que a lei tem domínio sobre o homem enquanto este viver. Contudo, o crente, por causa de sua morte com Cristo, está livre do seu antigo “voto” de casamento com a lei, e pode desfrutar do novo casamento com Cristo (Rm 7.1-3).
O apóstolo Paulo, para ilustrar essa doutrina, usou a regra social da indissolubilidade do casamento. Assim como a lei tem domínio sobre o homem, da mesma forma a mulher está ligada pela lei ao marido.
Por esta razão, ela não poderá se casar com outro homem enquanto o marido viver. Se isso vier a acontecer, ela se tornará adúltera. Morrendo o marido, ela estará livre para contrair novas núpcias.

2. Mortos para a lei.
A ilustração mostra que os cristãos estão mortos para a lei, ou seja, estão livres dela, pois ela só tem domínio sobre o homem enquanto este viver. Nós já morremos com Cristo e, por isso, estamos livres da lei. Em Gálatas 5.1 Paulo disse: “Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permaneceis, pois firmes e não vos submetais de novo ao jugo da escravidão”. Já morremos com Cristo e fomos sepultados com Ele no batismo da morte (Rm 7.4-6).
Quando vivíamos de acordo com a nossa natureza humana (segundo a carne), os maus desejos despertados pela lei agiam em todo o nosso ser e nos levavam para a morte.  Porém, agora estamos libertos porque já morremos para aquilo que nos aprisionava (o pecado). Agora, somos livres para servir a Deus de uma maneira nova, obedecendo ao Espírito de Deus, que cumpre a lei em nós.

3. A lei mostra o pecado.
A lei veio de Deus através de Moisés. Ela condenava o pecado. Por que Paulo argumentou tanto contra ela?
A teologia paulina sobre a lei era clara: A lei não é pecado (Rm 7.7).  Podemos imaginar alguém pensando que Paulo acreditava que a lei era ruim. Ele tinha experiência suficiente para saber que esse mal-entendido sobre a sua teologia da lei seria uma possibilidade sempre presente. Por isso introduziu uma digressão sobre a lei mosaica para desviar-se dessa falsa interpretação. Defendeu a bondade da lei, mostrando que seus efeitos negativos não são devido à própria lei em si, mas ao poder do pecado e da fraqueza humana.

A justiça de Deus através da fé não é apenas um pronunciamento legal, mas principalmente a chamada para uma vida santa”

Ele foi enfático em dizer que não conheceu o pecado senão pela lei. Isso, aliás, ele já havia dito antes: “Pela lei vem o conhecimento do pecado”. Ele afirmou que a lei serviu como um holofote para trazer à tona o pecado e que não te- ria conhecido a cobiça, se a lei não dissesse: “Não cobiçarás”.

 

II. A LEI ESTIMULA O PECADO

1. Sem lei, sem pecado.
Paulo declarou que a lei despertou nele toda concupiscência.  Quando disse que, “outrora, sem lei, vivia”, ele fez referência à sua infância. Quando disse: “Mas vindo o preceito” (a lei, o mandamento), fez referência ao bar mitzvah, expressão aramaica que significa “filho do mandamento”. Trata-se de uma cerimônia religiosa judaica de maioridade espiritual, em que o menino ao completar a idade de 13 anos faz pela primeira vez a leitura pública da Torah, a Lei de Moisés.
Os judeus dizem que, a partir daí, o menino passa a ser responsável por sua vida espiritual diante de Deus. Tendo passado por esse rito judaico, confessa o apóstolo, “reviveu o pecado e eu morri”.
Assim Paulo era antes, nos tempos passados, quando era fariseu; e a razão é que, naquela época, ele estava sem a lei. Ele tinha a letra da lei, mas não possuía o significado espiritual dela.

2. A experiência de Paulo.
Os itens mencionados na lei apontavam para o caminho da retidão, logo, eles apontavam para a vida. Quando, porém, o pecado passa a reinar em nossa natureza, a lei se torna para nós apenas juízo e morte. Quando procuramos observar a lei, nós somos enganados pelo pecado, que mortifica a vida espiritual.
Paulo viveu esta contradição tremenda quando praticava o judaísmo. O mandamento foi ordenado para a vida, porém, disse ele, “achei eu que me era para a morte”, ou seja, “o pecado me enganou”.
Este era o mandamento que estava ordenado para a vida, mas provado para a morte. A mesma palavra que, para alguns, era uma ocasião de vida para vida, era, para outros, uma ocasião de morte para a morte.

A única prevenção contra este mal é a submissão incondicional ao Espírito Santo (o que Paulo chama de “andar no Espírito”), que cumprirá a lei de Deus em nós; porque se somos guiados pelo Espírito, não estamos mais sob o domínio da lei (G1 5.16,18).

E não sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” (Rm 12.2)

3. O resultado da lei.
No versículo 12, Paulo respondeu à pergunta do versículo 7: “É a lei pecado?” Sua resposta: A lei é fundamentalmente boa, mas o seu resultado é expor o poder do pecado.
Nosso problema com o pecado não é decorrente da ausência da lei divina, e sim, o resultado da nossa natureza pecaminosa (Rm 7.8,11,13), que responde negativamente à lei.
No versículo 13, Paulo fez outra pergunta retórica (Rm 7.7; 6.1,15): “Logo, tornou-se-me o bom em morte? De modo nenhum!”. O problema não estava na lei. O problema é o pecado. Sempre! O pecado usou a lei, que é inerentemente boa, para produzir o mal, ou seja, a morte.  Mas pela Lei o pecado foi revelado da maneira como verdadeiramente é. Também foram reveladas de forma bem claras as suas más e trágicas consequências.

 

III. A LEI VERSUS O PECADO

1. O espiritual e o carnal.
Devemos nos lembrar de que Paulo, em todo o capítulo 7, analisou o estado do homem não regenerado e sujeito à lei do Antigo Testamento.  Tal homem estava consciente de sua incapacidade de viver uma vida agradável a Deus. Ele descreveu uma pessoa lutando sozinha contra o poder do pecado e demonstrando que não podemos alcançar a santificação mediante nosso próprio esforço para resistir ao pecado e guardar a lei de Deus. O conflito do cristão, por outro lado, é bem diferente: é um conflito entre uma pessoa unida a Cristo e ao Espírito Santo de um lado, e contra o poder do pecado de outro lado.

2. Não faço o bem que quero.
Aqueles que experimentam obedecer aos mandamentos de Deus sem a graça salvadora de Jesus Cristo descobrem-se impotentes. São governados pelo mal e pelo pecado. Quem assim age, está debaixo da lei do pecado. Só os que estão em Cristo podem vencer a tentação (Rm 7.15-23).
Paulo disse: “Agora já não sou eu que faço isso, mas o pecado que habita em mim”.  Essa parece uma boa desculpa para pecar, mas, na verdade, somos responsáveis pelos nossos atos. Nunca devemos usar o poder do pecado ou de Satanás como subterfúgio, porque são inimigos já derrotados.
Sem a ajuda de Cristo, o pecado se torna mais forte do que nós e, às vezes, ficamos incapazes de nos defender contra seus al.iques Por isso, nunca devemos enfrenta -lo
sozinho. Jesus Cristo já venceu o pecado de uma vez por todas e prometeu lutar ao nosso lado para nos ajudar a vencê-lo. Se contarmos com a ajuda dele, não precisamos ceder ao pecado.
A expressão: “Tenho prazer na lei de Deus”, enfatizada por Paulo, tem a ver com o seu “homem interior”, como ele mesmo diz. O seu espírito regenerado, criado segundo Deus, tem prazer em que o Espírito Santo cumpra em si a lei de Deus.
O salmista também expressava algo semelhante no Salmo 119, ao mesmo tempo em que demonstrava sua total dependência do Senhor. Todavia, em geral, quando alguém buscava ajuda apenas na lei, as paixões da carne imperavam em sua vida.

3. Desventurado sou!
A pessoa prisioneira de Satanás, em luta desigual com o pecado, termina dominada e cativa, em miserável condição. Jesus Cristo, o nosso Senhor, é o único que pode nos libertar da lei do pecado e da morte.  Essa luta interior contra o pecado foi tão real para Paulo como é atualmente para nós. Aprendemos com o apóstolo o que fazer a esse respeito. Todas as vezes que se sentia perdido, ele voltava à origem de sua vida espiritual e lembrava que já havia sido liberto por Jesus Cristo.  Quando se sentir confuso e oprimido por causa do apelo do pecado, siga o exemplo de Paulo. Agradeça a Deus por ter lhe dado a liberdade por intermédio de Jesus Cristo.

APLICAÇÃO PESSOAL

A luta do nosso espírito contra os desejos carnais é uma realidade ainda bem presente em nossa vida. Assim como Paulo, experimentamos cada dia a angústia e o estresse deste conflito em nossa consciência cristã. Lutemos contra este embate, mortificando a carne para vivificar o espírito.

RESPONDA

1) Para mostrar que estamos livres da lei e pertencemos a Cristo, obedecendo ao Espírito de Deus, Paulo usou uma figura de um “enlace comum” na sociedade à qual aplicou a nossa situação espiritual, Que figura é esta?

2) Ao afirmar que a lei não é pecado, Paulo introduz o conceito de que a lei produz um resultado ímpar no pecador. Que resultado é esse que a lei expõe?